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Brasil – Poucos recursos para saúde

O Conselho Federal de Medicina – CFM realizou um levantamento dos gastos com investimentos na área da saúde pelo Governo Federal no ano de 2013. De acordo com o CFM, dos R$ 47,3 bilhões gastos, o Ministério da Saúde foi responsável por apenas 8% dessa quantia.

Deputado Arlen Santiago alerta sobre o pouco investimento público federal na saúde
Deputado Arlen Santiago alerta sobre o pouco investimento público federal na saúde

A saúde aparece em quinto lugar, dentre os órgãos do Executivo, na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”.

O deputado Arlen Santiago, médico atuante e sempre comprometido com as questões da área da saúde, afirma que essa situação muito lhe aflige. “Há um progressivo abandono desse setor em nosso país. Precisamos reverter essa situação a fim de assegurar a todos brasileiros igualdade e um atendimento de saúde com qualidade e dignidade”, afirmou.

O Conselho Federal de Medicina revelou ainda, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira – Siafi, que, do total de R$ 9,4 bilhões disponíveis para investimentos em unidades de saúde em 2013, o governo desembolsou somente R$ 3,9 bilhões.

Os dados mostraram também que, nos últimos 13 anos, R$ 47,5 bilhões deixaram de ser investidos, isto é, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados. De acordo com o Conselho, com estes recursos, seria possível adquirir 386 mil ambulâncias; construir 237 mil Unidades Básicas de Saúde – UBS; edificar 34 mil Unidades de Pronto Atendimento – UPA ou, ainda, construir 936 hospitais públicos de médio porte.

“Muito me entristece a situação da saúde hoje no país. Um exemplo são os hospitais públicos que estão superlotados, faltam materiais e medicamentos e não oferecem as mínimas condições de trabalho. As equipes médicas, muito mal remuneradas, não dispõem de infraestrutura. É algo crítico. Posso citar também, os pacientes com câncer, que se encontram em filas de espera aguardando tratamento. O resultado disso é que muitos deles estão morrendo, devido à demora”, lamentou Arlen Santiago.

Ainda segundo o CRM, de todo o dinheiro que sustenta a saúde brasileira, 54% está no sistema privado. A parcela menor (46%) mantém o sistema público. O desequilíbrio aumenta quando se leva em consideração que a grande maioria dos brasileiros (76%) não tem plano de saúde e depende do SUS quando adoece.

Enquanto os convênios médicos gastam, em média, R$ 160 mensais com cada um de seus 48 milhões de clientes, a rede pública desembolsa R$ 72 por mês com cada um dos 200 milhões de brasileiros.

O Deputado ressaltou também a questão dos hospitais públicos: “os hospitais de todos os níveis de governo, malgrados os esforços de alguns governantes, estão sucateados, enquanto o Sistema Único de Saúde – SUS não consegue remunerar os hospitais e serviços particulares com valores que, ao menos, lhes cubram os custos”.

Para o parlamentar, o país encontra-se desestabilizado, uma vez que as políticas públicas são incoerentes e desrespeitam o indivíduo. “A sociedade pede emergência. O caos na saúde pública se deve à falta de vontade política para resolver o problema, e isso não pode mais continuar”, alertou.

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