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Indústria de bebida avisa Mantega que aumentará preço da cerveja

Depois de a equipe econômica do governo decidir aumentar os tributos sobre cerveja, refrigerantes e outras bebidas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai se reunir nesta terça (13) com representantes dos setores de bebidas frias, bares e restaurantes para tratar do assunto.

A indústria levará ao ministro a mensagem de que não vai cortar investimentos, mas que não tem como absorver o aumento dos impostos. A conta vai, portanto, para o bolso do consumidor, que não deve frear o consumo de bebidas frias em ano de Copa do Mundo.

A conta vai para o bolso do consumidor, que não deve frear o consumo de bebidas frias em ano de Copa do Mundo
A conta vai para o bolso do consumidor, que não deve frear o consumo de bebidas frias em ano de Copa do Mundo

De acordo com as estimativas do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), a venda de cerveja deve aumentar até 10% esse ano, crescimento impulsionado pelo consumo durante o Mundial.

O setor de bares e restaurantes, por sua vez, prevê uma queda de até 15% no faturamento anual dos estabelecimentos.

A Receita Federal anunciou há duas semanas a atualização da tabela de preços da cerveja e demais bebidas frias, sobre a qual são calculados os impostos federais – PIS, Cofins e IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados).

O ministro deve reiterar amanhã que a tabela de preços não era revisada há dois anos, e que era o momento certo para essa decisão.

Impactos

A medida vai gerar arrecadação extra de R$ 1,5 bilhão, de junho – quando começa a valer a nova taxação – até o fim do ano.

Essa receita adicional vem em boa hora para o governo, que busca meios de compensar a escalada de gastos públicos, como o socorro ao setor elétrico, prejudicado com a pouca chuva no ano.

A variação dos preços aos consumidores poderá ser de até 2,25%, pelas contas da Receita. Para a indústria, que afirma ter sido pega de surpresa pela medida, o impacto mínimo nos preços finais será de 5%.

A mudança vai repercutir na inflação, que já estará ainda mais pressionada na época da Copa do Mundo pelo pico de demanda por alimentação e serviços, como hotelaria e passagens aéreas.

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