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Coluna – Plantar jequitibá

É preciso mostrar aos brasileiros o Brasil, País que, aos trancos e arrancos, se vai tornando nação.

Em meio às informações que se propalam, há um Brasil que vai dando certo, mas isso não interessa principalmente as mídias  estrangeiras.

Desde que iniciei vida profissional como jornalista, em 69, em Montes Claros, no O Jornal de Montes Claros, de Oswaldo Antunes e Waldyr Senna Batista, era assim: a imprensa buscava mostrar os fatos nas páginas de polícia para servir de exemplo aos outros e evitar a repetição.

Antigamente, era “uma vergonha” para as pessoas que se envolviam em falcatruas e outros crimes que grassam na vida pública brasileira.

Atualmente – e isso precisa mudar – quanto mais ladrão, mais bandido o camarada for, mais simpático é visto e em volta dele circulam os seus iguais.

A mídia e as pessoas ao longo do tempo cuidaram de mudar tudo. O mercantilismo tomou conta.

Hoje temos várias mídias.

Claro que este é um país em formação, em busca de identidade própria. Há os bestalhões que nunca foram lá fora para ver como os outros funcionam nem conhecem nada de história para compreender que o Brasil possui valores importantíssimos. A começar dos brasileiros como uma civilização em formação no caldeirão étnico.

Brasileiros que, se educados em todos os sentidos, e politizados darão um show para o mundo inteiro assistir.

Temos problemas, fomos sugados desde a chegada de Pedro Álvares Cabral – e ainda somos – e, no entanto, o Brasil é hoje outro país, independentemente das ingerências de maus políticos.

Nada de complexo de inferioridade em relação ao chamado primeiro mundo. Eles fazem tudo para frear o avanço do Brasil perante as nações, em todos os sentidos e mais ainda economicamente. E há brasileiros que fazem de tudo para destruir o Brasil, caindo na armadilha dos gringos.

O Brasil tem problemas; muitos. Mas tem um lado positivo a divulgar. O País é destaque nas pesquisas relacionadas ao Projeto Genoma Humano; é pioneiro e detém a melhor tecnologia para exploração de petróleo em águas profundas; é o maior produtor de café, soja, laranja; é o maior produtor de carne bovina e vai por aí afora.

O Brasil é o melhor lugar do mundo pra gente viver. Possui belas florestas, paisagens de tirar o fôlego, um litoral maravilhoso de belas praias. Os brasileiros são uma raça heterogênea de gente sem igual no mundo. Gente bonita.

A Europa é Europa graças ao ouro e a prata da América Latina (foi o ouro brasileiro levado por Portugal que fez a revolução industrial inglesa). As veias abertas da América Latina, segundo o escritor Galeano, continuam abertas.

Mas, aqui temos liberdade, podemos fazer de tudo – e as pessoas acabam fazendo de tudo mesmo, abusando até, e é por isso que estamos vivendo dias incertos.

Não entendo por que protestar agora contra a Copa do Mundo, que será realizada proximamente, quando todos se omitiram (e quantos aplaudiram?) a notícia de que o evento seria realizado no Brasil.

Por mim, que não sou torcedor de futebol, nada disso estaria acontecendo. Mas nem por isso vou sair protestando contra a Copa. Se der errado, o malfeito já estava feito desde o início e não houve protestos.

Não vou torcer contra a seleção brasileira, mas se o Brasil perder a Copa será melhor do que ganhar porque os políticos, os mesmos que infelicitam o País hoje irão se apossar do título.

Vejo em possíveis manifestações contra a Copa como pretexto para objetivos outros os mais escusos.

Independentemente dos homens e das mulheres e dos partidos políticos, o Brasil segue rumo a sua vocação de potência. Não das armas, mas do saber.

Dono de todas as condições na superfície e no interior do solo para se tornar autossuficiente, enquanto Europa, América do Norte e outras regiões do mundo quase tudo foi destruído e as civilizações vivem em crise de identidade.

Quando tivermos a sorte de eleger governantes que se ocupem com a educação, tudo poderá mudar, em dois tempos.

A educação não mudará o Brasil, mas melhorará as pessoas e as pessoas mudarão o Brasil.

Talvez nem cheguemos a pegar esse Brasil sonhado, de gente politizada. Abaixo de Deus, tudo depende da política.

Mas o importante é plantar o jequitibá, árvore que se torna adulta após 50 anos. Importa plantar.

E que bom que, em se plantando o jequitibá, muitos outros homens, mulheres, jovens e crianças usufruirão da sua sombra e dos seus frutos.

Alberto Sena
Alberto Sena
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