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Copa 2014 – Surtos de sarampo e dengue durante a Copa preocupam governo

A possibilidade de surtos de sarampo e de dengue, além da chegada de uma nova doença, são as principais preocupações do Ministério da Saúde para a Copa.

Copa 2014 - Surtos de sarampo e dengue durante a Copa preocupam governo
Copa 2014 – Surtos de sarampo e dengue durante a Copa preocupam governo

Ao menos 500 mil estrangeiros são esperados no país durante o Mundial, e possíveis sintomas serão monitorados pelo ministério por um centro de operações. O maior risco, segundo o órgão, é o sarampo, transmitido por via respiratória.

Controlada no Brasil, a doença voltou a aparecer nos últimos anos, principalmente no Nordeste. Em 2012, apenas dois casos foram registrados no Brasil. No ano seguinte, foram 202 registros. Em 2014, apenas até o início de maio, já são 191 casos confirmados.

‘Nossa preocupação são as doenças que se transmitem rapidamente’, afirma Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do ministério. Segundo ele, a transmissão de sarampo é feita por pessoas que chegam com o vírus de países onde a doença circula, como os de Europa, Ásia e África.

O temor é que, em período de encubação da doença, estrangeiros cheguem ao país e tenham contato com pessoas que não foram vacinadas. Segundo Maierovitch, ainda há movimentos contra a vacina, mas o ministério intensificou as campanhas de vacinação nas 12 cidades-sede.

Em relação à dengue, três cidades, Natal, Fortaleza e Recife, têm mais chance de epidemia, segundo estudo publicado há uma semana em uma revista britânica. Para Maierovitch, porém, raramente há em junho ocorrências importantes de dengue, embora haja variações no Nordeste.

Nova doença

Sintomas parecidos com a dengue são os da febre chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, e que já incide na África, Ásia e Europa. Alguns epidemiologistas afirmam que a chegada da doença no Brasil é inevitável.

A Copa apenas potencializa o risco da febre desembarcar no país. ‘O vírus tem circulado em ilhas do Caribe e chegou à Guiana Francesa. Como temos uma quantidade grande do mosquito, pode acontecer da doença chegar aqui’, diz Maierovitch. ‘A possibilidade existe.”

As ações do Ministério da Saúde durante o Mundial incluem monitoramento em aeroportos e uma rede de informações online distribuídas nas 12 cidades.

Risco na selva

Única representante do Norte na Copa, Manaus concentra alguns riscos a mais aos visitantes durante o torneio: febre amarela e malária. A cidade terá a Clínica do Viajante, com médicos e enfermeiros bilíngues, e atendimento 24 horas por dia.

‘A febre amarela já tem uma divulgação nacional, mas os visitantes precisam se vacinar dez dias antes de chegar’, diz o médico infectologista Silvio Fragoso, gerente de urgência da Fundação de Medicina Tropical, que concentrará os casos em Manaus.

Já a malária demanda um cuidado maior, pois não há vacina que possa evitá-la. Boa parte dos turistas do Amazonas vão para hotéis de selva. ‘A prevenção da malária significa evitar horários de maior incidência dos mosquitos [manhã e fim de tarde] e usar repelente’, diz.

Folhapress
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