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Copa 2014 – Rodoviária do Rio de Janeiro vira casa para turistas assustados com preços

O professor de geografia argentino Diego Maro, 30 anos, chegou ao Rio poucos dias antes do início oficial da Copa do Mundo, na semana passada. Assim como muitos estrangeiros na cidade, se dirigiu primeiro a um hostel. Conforme a abertura do Mundial foi se aproximando, no entanto, viu o preço da diária aumentar e seus pesos minguarem. Como saída, migrou para a praia. A chuva que começou a cair sobre a cidade na quarta-feira, mais uma vez, o obrigou a se mudar, desta vez para a rodoviária.

Diárias de hotéis do Rio de Janeiro forçaram viajantes a buscar alternativa
Diárias de hotéis do Rio de Janeiro forçaram viajantes a buscar alternativa

“Quando cheguei a diária era R$ 40, depois passou para R$ 130, não havia como continuar”, conta Diego.

Como ele, dezenas de outros turistas tiveram a mesma ideia e fizeram do lounge montado no primeiro andar do terminal seu lar durante o Mundial. Com direito a grama falsa, puffs com padronagem de bolas de futebol, faixas de tecido nas cores verde e amarelo e telão, o local reúne desde mochileiros solitários a famílias, que dormem lado a lado ao movimento regular de chegadas e partidas da rodoviária.

Ao todo, cerca de 60 pessoas dividem o espaço, em que se ouvem os mais diversos sotaques do espanhol – do “ll” com som de “ch” argentino, ao corrido chileno, passando pelo colombiano, uruguaio e até costarriquenho. Entre um jogo e outro no telão, tomam mate, cerveja e cantam.

Sotaques de diferentes países são notados em acampamento
Sotaques de diferentes países são notados em acampamento

A comerciante chilena Emily Valdivia, 23 anos, completa sete dias de estadia no terminal nesta sexta. Ela descansava sobre um colchão inflável ao lado da filha Âmbar Yañaz, 5 anos, e do marido Cristofer, 30 anos, enquanto assistia à partida do Japão contra a Grécia. O casal passou cinco dias viajando de ônibus do norte do Chile até o Rio. Tinham planos de acampar, mas ao encontrar o espaço decidiram permanecer na rodoviária.

Desde que chegou, a família segue a mesma rotina. Acorda por volta das 7h, quando os guardas da rodoviária passam despertando os “moradores” – só a pequena Âmbar tem direito a mais uns minutos de sono -, coloca as malas no guarda-volumes e sai com a família para passear pela cidade, retornando ao fim do dia. Paga R$ 5 para tomar banho e R$ 1,50 para usar os sanitários.

“Aqui no Rio está tudo muito caro, cobram por tudo. No meu país as pessoas são mais solidárias”, reclama Emily. Pela suas contas, a família só tem como se manter por mais quatro dias na cidade. O que salva é a passagem para casa, já comprada.

Em média, a rodoviária em tem recebido 15 mil passageiros a mais por dia desde o início da Copa, sendo 40% a mais de estrangeiros se comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo o site Trivago, a diária durante a final da Copa do Mundo pode custar até o triplo do Carnaval.

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