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Norte de Minas – Gás Natural do Norte de Minas Gerais

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) fechou acordo com a Gás Natural Fenosa (GNF) para a formalização de uma associação para a criação da empresa Gás Natural do Brasil S/A (GNB), que será uma plataforma de consolidação de ativos e investimentos em projetos de gás natural.

Norte de Minas - Gás Natural do Norte de Minas Gerais
Norte de Minas – Gás Natural do Norte de Minas Gerais

A informação foi divulgada pela companhia em fato relevante, via Bovespa. A Cemig, por meio de sua assessoria de comunicação, não informou qual será participação que terá na nova empresa e nem comentou o assunto. No entanto, no documento, a companhia afirma que “manterá seus acionistas e o mercado oportuna e adequadamente informados sobre o desenvolvimento desta operação”.

A assessoria da Cemig informou que a GNB ficará a cargo de todos os projetos relativos a gás natural da companhia. Recentemente, foi confirmado que a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), controlada pelaCemig, demonstrou interesse e já chegou a procurar o consórcio Cebasf, detentor de blocos de gás natural na bacia do rio São Francisco, no Norte de Minas, para adquirir o insumo, caso ele seja de fato produzido e comercializado. Em agosto do ano passado, o próprio presidente da estatal, Djalma Bastos de Morais, durante o Fórum Nacional de Exploração de Gás Não Convencional (UGas Brazil), afirmou que a companhia, por meio da Gasmig, já estava pronta para utilizar todo o combustível que eventualmente será produzido na região.

“A Cemig está apta para utilizar toda a produção de gás que vier a acontecer no Estado, seja distribuindo ou consumindo com a construção de termelétricas. Também estamos abertos a associações com a iniciativa privada para a construção dessas usinas”, disse Morais na ocasião. Ao todo, na região, são 39 blocos de aproximadamente 3mil quilômetros quadrados cada um. Apesar de o gás ser uma fonte de energia mais cara do que a hidrelétrica, se as termelétricas passarem a usar o gás como fonte de combustível, ao invés do óleo, o custo para geração a partir de termelétricas cairia pela metade ou até mais. Conforme o presidente da estatal, hoje o custo de produção de uma usina a óleo varia de R$ 800 a R$ 1mil o megawatt/hora. Usando o gás, o preço seria em torno de R$ 400 o megawatt/hora.

Potencial

Conforme levantamentos de especialistas, para cada 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural, podem ser gerados 500 megawatts de energia a partir de usinas termelétricas. Além disso, o gás depositado na bacia do São Francisco pode ser usado por empresas que usam o combustível no processo produtivo, como as indústrias de fertilizantes, química, ceramista e de ferro esponja, que pode substituir a sucata na fabricação de aço em forno elétrico.

Na bacia do São Francisco, o consórcio Cebasf — formado pelo governo de Minas (Codemig), Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, Delp Engenharia e Imetame (4 blocos); a Petra Energia S/A (24 blocos); a Petrobras (seis lotes); a Geobras (nove lotes); a Tarmar Terminais Aeromarítimos (um lote); e a Shell (cinco blocos) — detém direitos exploratórios do gás. Conforme informações de representantes de players que detêm blocos na região e pelo Executivo do Estado, o início da produção do gás natural encontrado na bacia do rio São Francisco ainda está travado porque há um impasse se a licença ambiental para o método que será usado para trazer o combustível à superfície (fraturamento) será de responsabilidade do governo estadual ou federal.

Todos os players e consórcios que detêm blocos na região já perfuraram 36 poços, com 27 deles confirmado a presença do gás. Os investimentos já efetuados por estas empresas giram próximos de R$ 1 bilhão.

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