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Cientistas fixam entre 75% e 80% probabilidade do El Niño no fim do ano

Os cientistas estabeleceram que a probabilidade de que ocorra um fenômeno El Niño entre outubro e dezembro está em torno de 75% e 80%, comunicou nesta quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A probabilidade de que ocorra antes, no terceiro trimestre deste ano, é menor e está entre de 60%.

Cientistas estimam que a probabilidade da ocorrência do fenómeno metereológico extremo El Niño entre outubro e dezembro está entre 75% e 80%, comunicou hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Cientistas estimam que a probabilidade da ocorrência do fenómeno metereológico extremo El Niño entre outubro e dezembro está entre 75% e 80%, comunicou hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

“Se prevê que a temperatura do oceano Pacífico tropical seguirá aumentando nos próximos meses e que alcançará seu máximo no último trimestre de 2014. Apesar de sua intensidade potencial ser ainda incerta, é mais provável que se produza um fenômeno de intensidade moderada”, indicou a agência científica das Nações Unidos.

El Niño está associado a secas e inundações em escala regional em distintas partes do mundo e produz um aumento da temperatura média na superfície do oceano, particularmente na zona central e oriental do Pacífico tropical.

Trata-se de um evento natural que ocorre entre cada 2 e 7 anos e tem uma forte influência no clima mundial.

“El Niño acarreta fenômenos extremos e produz um marcado aumento das temperaturas, mas é cedo para avaliar seus efeitos exatos em 2014”, declarou o diretor da OMM, Michel Jarraud.

A organização explicou que as águas do Pacífico tropical sofreram um aumento de temperatura alcançando o limite débil do El Niño, mas que as condições atmosféricas (pressão do nível do mar, céu encoberto e ventos) se mantiveram neutras”.

Isso indica que o El Niño ainda não se instalou do tudo, pois depende fundamentalmente da interação entre oceano e atmosfera.

No entanto, “cientistas do mundo inteiro chegaram ao consenso” de que é provável que se produzam condições atmosféricas típicas de um fenômeno “bem desenvolvido”, detalha a OMM em seu boletim El Niño.

Jarraud destacou que graças aos avisos antecipados, os governos do mundo inteiro contaram com tempo suficiente para elaborar planos de emergência a fim de fazer frente às possíveis consequências do El Niño em atividades concretas como a agricultura, a pesca, a saúde e outros setores sensíveis ao clima.

“Seguimos sendo vulneráveis a esta força da natureza, mas podemos nos proteger e nos prepararmos melhor”, comentou o responsável.

Segundo os modelos elaborados e a análise dos especialistas, o fenômeno alcançará sua máxima intensidade no quarto trimestre deste ano e persistirá nos primeiros meses de 2015 para depois se dissipar.

A intensidade que alcançará ainda é imprevisível devido, concretamente, a que há duas condições essenciais que se contrapõem.

Por sua parte, o conteúdo de calor sob a superfície do mar é muito superior à média, o que provocou fortes ventos do oeste no começo do ano e que apontam a um El Niño intenso.

Mas ao mesmo tempo, a resposta atmosférica demorada e a possível ausência de ventos do oeste nos próximos meses poderiam limitar essa temida intensidade.

Agência EFE

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