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Norte de Minas – Dois homens são denunciados por trabalho escravo em São Romão

O proprietário e o motorista de uma fazenda que fica na zona rural de São Romão, no Norte de Minas, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravidão. Na fazenda, que explorava carvão, foram encontrados oito empregados submetidos a condições degradantes de trabalho e sem registro em carteira.
 
Conforme a denúncia do MPF, o motorista era o responsável pela contratação dos trabalhadores e, pelo serviço, recebia 10% da receita obtida com a venda do carvão produzidos na fazenda. Em 2011, auditores do órgão e agentes da Polícia Federal encontraram oito trabalhadores, sendo quatro cortadores de lenha, dois carbonizadores e dois empraçadores, submetidos a inúmeras irregularidades, como alojamentos e condições de trabalho degradantes e até mesmo falta de pagamento dos salários. 
 
Os empregados, segundo o MPF, viviam em alojamentos com “estruturas precárias e improvisadas com a utilização de toras de madeira, paredes e telhados recobertos com palhas de buriti ou lona plástica, montados sob árvores. Todos eram de piso de terra, não havia energia elétrica nem instalações sanitárias”, descreve a denúncia.
 
O proprietário e o motorista de uma fazenda que fica na zona rural de São Romão, no Norte de Minas, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravidão.
O proprietário e o motorista de uma fazenda que fica na zona rural de São Romão, no Norte de Minas, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravidão.

Os trabalhadores faziam suas necessidades fisiológicas no mato, ao relento, diante da completa ausência de instalações sanitárias. Os banhos, de acordo com a denúncia, eram tomados ao ar livre, com a reutilização da água destinada à produção do carvão e com o reaproveitamento de vasilhames descartados e cortados como cuia.

 
Segundo o MPF, as vítimas não tinham água potável para beber. Também não havia local adequado para as refeições, que eram preparadas no interior dos barracos ou ao ar livre, em artefatos de barro improvisados, montados sobre forquilhas rústicas de madeira ou mesmo diretamente no solo. Os trabalhadores comiam sentados sobre o chão de terra ou sobre tocos de tronco de árvores, sem as mínimas condições de higiene e conforto.
 
Outra irregularidade constatada pelo órgão é a falta de materiais de primeiros socorros, já que os empregados manuseavam machados, foices e facões.
 
Ao prestar depoimento no inquérito policial, o motorista alegou que “não sabia que fornecer aquele tipo de alojamento para trabalhadores, sem banheiro, água potável, local para armazenar alimentos, era inadequado”.
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