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Copa 2014 – Brasil bate Colômbia, chora de alegria e volta às semifinais de Copa do Mundo

Os psicólogos de plantão da seleção brasileira podem ter folga amanhã. Com gols de Thiago Silva e David Luiz, o Brasil venceu a Colômbia por 2 a 1 no Castelão, em Fortaleza, e voltou a uma semifinal de Copa do Mundo após 12 anos.

David Luiz, aos 68, cobrou de forma superior um livre directo
David Luiz, aos 68, cobrou de forma superior um livre directo

Tachado como “chorão”, pelas lágrimas que derramou no jogo contra o Chile pelas oitavas de final, o capitão da seleção voltou a viver dia de “Monstro”, relembrando o apelido que ganhou nos tempos de Fluminense. Além de abrir o placar aos 7 minutos do primeiro tempo, Thiago Silva ainda teve atuação impecável na defesa. A nota negativa, no entanto, foi o cartão amarelo recebido durante a partida, que o tira do próximo jogo.

Já o camisa 4 verde e amarelo, símbolo de descontração da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari, foi às lágrimas, mas depois de anotar um golaço de falta aos 24 minutos da etapa final, ampliando o marcador na capital cearense.

O fim do jogo, contudo, foi de agonia. Os colombianos descontaram nove minutos após o segundo gol brasileiro, com James Rodríguez cobrando pênalti e fazendo seu sexto gol na competição. Com isso, o meia superou os artilheiros das últimas duas Copas: Miroslav Klose em 2006, e Thomas Müller, Wesley Sneijder, David Villa e Diego Forlán em 2010.

No fim do jogo, coube justamente a David Luiz consolar o goleador máximo dessa edição da Copa do Mundo. Chorando copiosamente, o camisa 10 colombiano ganhou um abraço do brasileiro ao se despedir da competição, da qual é um dos principais astros.

Com a vitória de hoje, o Brasil disputará seu primeiro jogo de semifinal desde 2002, quando bateu a Turquia por 1 a 0 e foi à decisão, em que bateu a Alemanha. A adversária no duelo da próxima terça-feira, às 17h (horário de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte, será justamente a seleção tricampeã mundial.

Os ‘Cafeteros’, por outro lado, voltam para casa após realizar no Brasil a melhor campanha colombiana em Copas do Mundo, já que pela primeira vez chegaram às quartas de final.

Para o jogo no Castelão, Felipão “interditou a avenida” Daniel Alves, um dos mais criticados jogadores no início da campanha verde e amarela, colocando Maicon na lateral direita, repetindo alteração em treinos durante a semana. Outra mudança com relação ao jogo contra o Chile pelas oitavas foi a entrada de Paulinho na vaga do suspenso Luiz Gustavo.

Já o comandante da seleção colombiana, José Pekerman, fez duas substituições, colocando o volante Guarín e o atacante Ibarbo. Com isso, deixaram a equipe Aguilar e Martínez. Bacca, outro homem de frente dos ‘Cafeteros’, se recuperou de lesão, mas ficou no banco de reservas.

Apesar das várias mudanças nas escalações das duas equipes, o que parecia diferente mesmo no Castelão era a postura brasileira. Na entrada em campo e na execução do hino, não houve choro. Os jogadores apresentavam caras fechadas. Em campo, de fato, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari se mostrou outra com relação aos jogos passados, marcando de maneira agressiva a saída de bola do rival e lembrando a forma de jogar da conquista da Copa das Confederações no ano passado.

Justamente em um desarme, feito por Fernandinho aos 5 minutos, o Brasil abriu caminho para o primeiro gol. O volante tomou a bola e tentou acionar Neymar, que foi travado por Zapata. Na sequência, o Brasil ganhou escanteio, que o camisa 10 cobrou na área. Thiago Silva se aproveitou de vacilo da zaga colombiana, apareceu no segundo pau e, sem marcação, escorou para as redes.

O capitão então deixou o polêmico choro de lado e rugiu em direção as arquibancadas, bradando: “é Brasil”. Com 7 minutos, a seleção deixou a alegria enfim ganhar espaço nesta Copa do Mundo, exatamente do jeito que a torcida pentacampeã mundial prefere.

Claro que não faltaria espaço para sustos na partida contra uma seleção perigosa como a colombiana. Aos 10, Oscar foi mal em disputa com Armero na intermediária. Na sobra, Cuadrado bateu forte de perna esquerda, mas não acertou o gol de Julio César, em bola que saiu pela linha de fundo.

A seleção brasileira sufocava o rival, com Fred, enfim, participando do jogo. Aos 15, Zapata se virou para impedir que David Luiz finalizasse para o gol logo após batida de Hulk que foi cortada por Yepes. Logo depois, o “super-herói” verde e amarelo teve nova chance, defendida por Ospina, que ainda pegou o rebote de Oscar.

A pressão alta, com marcação no campo de defesa rival, e o lançamento de quase todos os jogadores ao ataque, causava problemas, contudo. Aos 22, Rodríguez puxou contra-ataque em alta velocidade em que três brasileiros precisaram conter quatro colombianos. Thiago Silva se lançou aos pés de Cuadrado e fez o desarme, resolvendo a parada.

David Luiz, um dos destaques da seleção nos primeiros jogos da Copa, deixou claro que o espírito era dos mais aguerridos. Ao roubar uma bola de Téo Gutiérrez na defesa, o zagueiro disparou, aos trancos e barrancos, tentando levar o Brasil ao ataque, sem ter sucesso.

O lance, aparentemente, acendeu um alerta. A empolgação precisava dar lugar a tranquilidade. Com isso, o Brasil passou a prender mais a bola e buscar o ataque “na boa”. Os seguidos erros de Hulk e Oscar na hora do domínio, no entanto, dificultaram as ações dos anfitriões.

Depois do intervalo, a Colômbia voltou com substituição: Adrian Ramos entrou no lugar de Ibarbo, que teve atuação apagada e ainda apresentou problemas musculares no fim da etapa inicial. No posicionamento, a seleção ‘cafetera’ também tentou mudar, avançando as linhas de defesa e meio.

A agressividade do primeiro tempo parecia mais contida, e a alegria do gol havia dado lugar a tensão pelo placar apertado em jogo de quartas de final da Copa do Mundo. Até porque, em 10 minutos, o Brasil não conseguiu dar finalizar. O lado positivo era que o adversário também não chegava.

Isso até os 14 minutos do segundo tempo, quando os colombianos conseguiram envolver a defesa verde e amarela. James Rodríguez pegou sobra na entrada da área e ajeitou para Guarín. O volante bateu de primeira por cima do gol e ainda levou bronca do companheiro.

Aos 19, Thiago Silva até balançou as redes de novo, mas em lance que o Brasil saiu no prejuízo. O zagueiro atrapalhou reposição de bola de Ospina, tomou a bola do goleiro e bateu para o gol aberto. O árbitro espanhol Carlos Velasco marcou falta e deu cartão amarelo para o brasileiro, o que o tira das semifinais da Copa.

Gol, de fato anulado, foi o marcado pelos colombianos, em seguida. Após falta cobrada na área por Rodríguez, houve bate e rebate, e Yepes balançou as redes. A arbitragem, contudo, anotou impedimento no início da jogada, invalidando o lance.

Coube a outro zagueiro brasileiro por fim ao momento mais complicado do Brasil no jogo. Aos 24, após falta dura de Rodríguez em Hulk, David Luiz cobrou falta com perfeição, acertando o ângulo esquerdo de Ospina, ampliando o placar.

O camisa 4 foi o responsável por trazer as lágrimas de volta para o campo de jogo. Depois de comemorar com a torcida que ocupava as arquibancadas atrás de um dos gols do Castelão, David Luiz se emocionou e chorou, enquanto era abraçado pelos companheiros.

Pekerman mexeu outra vez no ataque, com Bacca na vaga de Gutiérrez. Foi o Brasil, no entanto, que quase marcou, aos 28, em chute de longa distância, em que a bola saiu pela linha de fundo, bem perto do gol de Ospina.

O gol poderia ter dado o alívio, mas a tensão voltou a atingir nível alto aos 33, quando Julio César derrubou Bacca e a arbitragem marcou pênalti. A cobrança ficou por conta de James Rodríguez, chutou na esquerda, deslocando o goleiro brasileiro e descontando o placar.

Desencontrada, a seleção brasileira passou a levar sufoco. Logo após o gol, o camisa 10 colombiano cruzou na área e, por muito pouco, Bacca não marcou de cabeça. O lance, no entanto, acabou invalidado porque o atacante estava em condição irregular.

Após mexer duas vezes na equipe, com Ramires e Hernanes nos lugares de Hulk e Paulinho, Felipão precisou tirar seu craque – apesar da atuação abaixo da média. Aos 43, Neymar deixou o campo após tomar uma joelhada de Zúñiga nas costas. Henrique foi responsável por substituir o craque.

Nos minutos finais, a Colômbia bem que tentou partiu para o abafa e conseguiu marcar pela segunda vez. Até o goleiro Ospina foi para a área tentar balançar as redes, mas não conseguiu nada. Sendo assim, cada brasileiro teve o direito de comemorar como preferiu. Lágrimas de agonia, só para os eliminados ‘cafeteros’.

Ficha técnica:.

Brasil: Julio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho (Hernanes), Fernandinho e Oscar; Hulk (Ramires), Neymar (Henrique) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Colômbia: Ospina; Zúñiga, Zapata, Yepes e Armero; Guarín, Sánchez, Cuadrado (Quintero) e Rodríguez; Ibarbo (Ramos) e Gutiérrez (Bacca). Técnico: José Pekerman.

Árbitro: Carlos Velasco (Espanha), auxiliado pelos compatriotas Alonso Fernandez e Yuste Jimenez.

Gols: Thiago Silva e David Luiz (Brasil); Rodríguez (Colômbia).

Cartões amarelos: Thiago Silva e Julio César (Brasil); Rodríguez e Yepes (Colômbia).

Estádio: Castelão (Fortaleza).

EFE

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