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Copa 2014 – Holanda coloca goleiro só para pênaltis, bate Costa Rica e vai para as semifinais

A classificação da Holanda para as semifinais da Copa não foi escrita por Robben, Van Persie ou Sneijder. Não que tenha faltado vontade ao trio, que tentou ao máximo classificar a Laranja no tempo normal contra a Costa Rica, neste sábado, na Fonte Nova, em Salvador. Mas não deu, o 0x0 ficou no placar nos 90 minutos e na prorrogação. Então coube ao técnico Louis Van Gaal tentar algo diferente: colocar um goleiro só para os pênaltis. Tim Krul entrou no fim da prorrogação e foi o grande herói holandês. Ele agarrou duas cobranças e realizou o sonho de ser destaque em um jogo de Mundial. Na próxima fase, a Holanda, que venceu os costarriquenhos por 4×3 nas penalidades, encara a Argentina.

Goleiro Krul foi o herói da partida. Foto: AFP
Goleiro Krul foi o herói da partida. Foto: AFP

Apesar das defesas de Krul, o grande nome do jogo foi mesmo o goleiro da Costa Rica, Navas, que fez sete defesas na partida, muitas delas difíceis. A Holanda ainda acertou três bolas na trave durante o jogo. A Costa Rica reclamou de um pênalti e perdeu chance clara no finalzinho da prorrogação. Cillessen, que perdeu a chance de se consagrar nos pênaltis, salvou os holandeses.

Ao eliminar a Costa Rica, a Holanda chega à semifinal contra a Argentina, em partida que será na quarta-feira, às 17 horas, no estádio Itaquerão, em São Paulo. Na outra semi estão Brasil e Alemanha, que jogam na terça, no mesmo horário, em Belo Horizonte.

Em uma Copa cheia de surpresas, acabou prevalecendo a tradição. Estão na semifinal quatro das sete equipes que mais vezes chegaram a esta etapa em Mundiais. Para a Holanda, é a quinta semifinal, mesmo número da Argentina, igualando Uruguai e França O Brasil chega entre os quatro primeiros pela 11.ª vez, enquanto que a Alemanha bate o recorde com 13.

Grande ausência da semifinal, a Itália, eliminada na primeira fase, soma oito semifinais. Os italianos, aliás, ganharam as únicas três Copas do Mundo que não tiveram um dos quatro semifinalistas deste Mundial na final. Em todas as outras 16 edições estavam na decisão Brasil, Alemanha, Holanda ou Argentina.

O JOGO – Louis van Gaal resolveu mexer de novo na equipe holandesa, desta vez colocando o time mais para o ataque, com três zagueiros (Martins Indi como terceiro homem) e três atacantes (Depay pela esquerda). Kuyt mudou de lado e passou a atuar como ala direito e Blind, que vinha sendo zagueiro, voltou a ser ala esquerdo.

A formação deixava a Holanda forte principalmente nos lados dos campos, com Sneijder buscando acertar uma bola pelo meio. De início, a melhor opção era pela direita, com Robben e Kuyt. A retranca montada por Jorge Luis Pinto, entretanto, impediu que o goleiro Navas tivesse trabalho até os 20 minutos.

O goleiro só apareceu pela primeira vez aos 21 minutos, quando Depay abriu para Van Persie, que recebeu livre pela esquerda e bateu para ótima defesa de Navas. No rebote, Sneijder arriscou da entrada da área e o goleiro segurou em dois tempos.

A partir daí, Navas se firmaria como melhor do primeiro tempo. O goleiro fez defesas difíceis em chute de Depay, aos 28 minutos, e em linda cobrança de falta de Sneijder, aos 37. O goleiro, que foi para o intervalo com quatro defesas, ainda foi providencial ao sair aos pés de Van Persie, aos 41, e evitar o gol do centroavante.

O jogo parou por 15 minutos para o intervalo, mas tudo que mudou foi o lado que cada time. A Holanda seguia mandando na partida, pelos lados do campo, enquanto que a Costa Rica se defendia e tentava uma ou outra bola para Bryan Ruiz resolver.

A partir dos 15 minutos, porém, a Costa Rica começou a colocar as manguinhas de fora e passou a ser até mais perigosa que a Holanda. Ameaçou com Campbell, que pediu pênalti quando caiu após dividida com Martins Indi, e com González, duas vezes, em uma falta e em um cabeceio.

A Holanda só deu trabalho de novo aos 29 minutos, em uma falta alçada na área. O jogo caiu de ritmo e só voltou a empolgar aos 36, quando Sneijder bateu falta na trave. No rebote, Vlaar se enrolou com a bola e não conseguiu chutar. No minuto seguinte, Van Persie driblou na área chutou forte, para mais uma grande defesa de Navas.

O centroavante, que disputa a artilharia da Copa, perderia gol claro, na frente do gol, ao furar de forma bizarra, aos 43 minutos do segundo tempo. Quando fez tudo certo, Van Persie viu Tejeda salvar em cima da linha o seu chute. A bola ainda bateu no travessão antes de voltar para o meio da área, já nos acréscimos.

A bola não queria entrar e a Holanda ganhou mais 30 minutos para tentar furar a defesa da Costa Rica. Logo no início da prorrogação, Vlaar cabeceou e Navas faz mais uma grande defesa. Até o fim do primeiro tempo extra, porém, a equipe europeia não criou mais nada significativo. A caribenha, quando colocou a bola no chão, chegou à área e pediu pênalti de Vlaar em Ureña.

No segundo tempo, o atacante costarriquenho virou o homem do jogo, puxando os perigosos contra-ataques da equipe. Aos 10, a sua melhor acabou com um chute rasteiro que Cillessen pegou. Foi a primeira e única defesa do goleiro durante toda a partida, exatamente no sexto chute a gol da Costa Rica em 120 minutos de partida.

Depois de 24 gols em cinco jogos, no seu último a Arena Fonte Nova viu um duelo sem chuva de gols, mas muito emocionante. Afinal, antes do fim do segundo tempo da prorrogação a Holanda ainda mandou uma bola no travessão, com Robben. No rebote, Sneijder chutou em cima de Van Persie.

FICHA TÉCNICA – HOLANDA 0 (4) x (3) 0 COSTA RICA

HOLANDA – Cillessen (Krul); De Vrij, Vlaar e Martins Indi (Huntelaar); Kuyt, Wijnaldum, Sneijder e Blind; Depay (Lens), Robben e Van Persie. Técnico: Louis van Gaal.

COSTA RICA – Navas; Gamboa (Myrie), Johnny Acosta, Giancarlo González, Umaña e Júnior Díaz; Tejeda (Cubero), Celso Borges, Bryan Ruiz e Bolaños; Campbell (Marco Ureña). Técnico: Jorge Luis Pinto.

CARTÕES AMARELOS – Huntelaar e Martins Indi (Holanda); Umaña, Giancarlo González, Acosta e Júnior Díaz (Costa Rica).

ÁRBITRO – Ravshan Irmatov (Fifa/Usbequistão).

RENDA – Não disponível.

PÚBLICO – 51.179 presentes.

LOCAL – Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

Fonte: Agência Estado
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