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Costureira de bairro triunfa nos desfiles de alta-costura de Paris

Stéphanie Coudert era, há dez anos, uma costureira particular e fazia vestidos para um punhado de clientes em sua loja de Paris. Nesse domingo (6), começou uma nova vida: apresentou sua coleção nos desfiles de alta-costura da capital francesa.

Diferente de muitos estilistas, seu processo criativo não começa pelo desenho, mas sim esculpindo em um manequim
Diferente de muitos estilistas, seu processo criativo não começa pelo desenho, mas sim esculpindo em um manequim

“Fazia alta-costura, mas em sigilo”, diz a estilista, 39 anos e longos cabelos escuros. Sua credencial: “uma mulher, um vestido”.

Organizado em uma mansão do século XIX que pertenceu aos Rothschild e onde, habitualmente, apresentam-se Valentino e outras grandes marcas, o desfile foi uma demostração da elegância à francesa sem cair no óbvio, com uma silhueta feminina, mas não sexy.

Instalada no popular bairro de Belleville, no norte de Paris, Stéphanie Coudert atendia a cerca de trinta clientes regulares. Mulheres do bairro, conhecidas que ouviram falar de seu trabalho e turistas estrangeiras enviadas por algum grande hotel.

Até que, em janeiro, um destes encontros mudou sua vida. Seu trabalho chamou a atenção de um industrial dono de um ateliê onde eram feitas as roupas das marcas mais conhecidas.

O homem, “um apaixonado pelo trabalho manual”, decidiu apoiar Stéphanie e mandou fabricar em seu ateliê a coleção que a estilista apresentou nesse domingo (6), no primeiro dia dos desfiles de alta-costura.

Foi, na verdade, seu segundo desfile. O primeiro aconteceu há 10 anos. “Fazia tudo sozinha. Era exaustivo”. Logo depois, decidiu trabalhar para uma clientela particular, transformando-se em modista pessoal, trabalho comum na América Latina e na Espanha, mas que, na França, quase havia desaparecido.

A VERDADEIRA ELEGÂNCIA – “As pessoas começaram a me perguntar: ‘Por que você não mostra o que faz?'”, conta Stéphanie, que se formou na Escola de Artes Decorativas e no Instituto Francês de Moda. “Não queria fazer uma coleção sem uma ferramenta por trás, sem o respaldo de um ateliê de confecção”.

Hoje ela, finalmente, conseguiu. Suas cinco máquinas de costura abandonaram o ateliê e foram instaladas no do fabricante, onde trabalham centenas de pessoas.

Sua coleção conseguiu, assim, entrar para o clube exclusivo da alta-costura, que atrai fotógrafos, jornalistas e clientes de todo o mundo. Uma atenção muito maior que durante a semana de prêt-à-porter, saturada, com mais de dez desfiles por dia. Junto aos jornalistas especializados e convidados, era esperada por várias de suas clientes mais fiéis.

A estilista apresentou 20 looks. Quando perguntada sobre seu estilo, fala em volume, estrutura, movimento. Coudert fez muita ginástica e continua patinando no gelo, e diz ser “sensível ao porte da bailarina”.

Diferente de muitos estilistas, seu processo criativo não começa pelo desenho, mas sim “esculpindo em um manequim”. Sua moda, seja para o dia, a noite ou esporte, pretende ser fácil de usar. “Temos que cultivar a elegância à francesa”, diz.

“É uma história incrível, digna de uma novela”, diz o presidente da Federação Francesa de Costura, Didier Grumbach. “É impressionante: o resultado de seu trabalho é a verdadeira elegância”.

Fonte: AFP

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