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Crise energética: “apagão” continua, Brasil perde para a Holanda e fica em 4º

Se o técnico Luiz Felipe Scolari está certo em avaliar como “apagão” a péssima atuação do Brasil na humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha, uma verdadeira crise energética pode ter tomado conta da seleção, pelo que se viu neste sábado no Estádio Nacional Mané Garrincha.

Mais uma vez com mau futebol e pouca luz vindo do banco de reservas, o Brasil perdeu por 3 a 0 para a Holanda em Brasília e terminou a Copa do Mundo em quarto lugar.

Xodó, David Luiz irrita time e torcida com surtos ofensivos
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A “pane” de hoje aconteceu logo no começo da partida contra os holandeses e permitiu que a finalista da edição anterior do Mundial fizesse 2 a 0 antes dos 20 minutos. Van Persie marcou de pênalti aos três, e Vlaar, após presente de David Luiz, ampliou aos 17. Depois disso, a seleção brasileira não teve energia e organização suficientes para “reacender” e ainda levou o terceiro aos 47 da etapa final, marcado por Wijnaldum.

Assim, o Brasil encerra uma Copa sendo derrotado pelos holandeses pela segunda vez seguida e fica em desvantagem em 3 a 2 no confronto direto em Mundiais. Em 2010, na campanha do vice, a ‘Laranja’ derrotou o time então dirigido por Dunga por 2 a 1 de virada.

Essa não foi a única marca negativa registrada pela seleção pentacampeã mundial na melancólica despedida de sua segunda Copa do Mundo como anfitriã. O Brasil teve seu pior desempenho defensivo na história do torneio, com 14 gols sofridos, foi derrotado duas vezes consecutivas na competição após 40 anos e perdeu dois jogos seguidos em casa pela primeira vez desde 1940, quando caiu diante da Argentina (3 a 0) no Parque Antártica, em São Paulo, e Uruguai (4 a 3) em São Januário, no Rio de Janeiro.

Felipão trocou quase meio time, promovendo cinco mudanças em relação à escalação inicial do massacre diante dos alemães. Maxwell entrou na lateral esquerda, Paulinho recuperou a vaga no meio-campo e o trio de ataque foi totalmente alterado, formado desta vez por Ramires, Willian e Jô.

Na Holanda, a única troca seria a saída de De Jong, que jogou no sacrifício diante da Argentina nas semifinais e deu lugar a Clasie. Contudo, Sneijder sentiu dores na coxa direita e foi substituído de última hora por De Guzman.

O pesadelo vivido no Mineirão quatro dias antes não acabou, e logo aos dois minutos de jogo em Brasília Thiago Silva derrubou Robben fora da área, mas o árbitro argelino Djamel Haimoudi marcou pênalti. Van Persie cobrou com força no canto esquerdo, Julio César ainda saltou para o lado certo, mas sequer encostou na bola.

O nervosismo visto em Belo Horizonte rapidamente se fez presente, e David Luiz deixou isso nítido aos sete minutos, com uma furada incrível no meio de campo. Para sua sorte, Luiz Gustavo consertou e evitou mais um contra-ataque.

Aos 17, porém, os erros defensivos ficaram escancarados mais uma vez. Robben acelerou pelo meio e abriu na direita até De Guzman, que foi ao fundo e levantou para a área. Julio César não alcançou, e David Luiz cortou para o meio da área. Blind dominou e chutou no alto para ampliar.

A primeira finalização do Brasil aconteceu apenas aos 20 minutos, com Oscar, que fez neste sábado uma de suas melhores partidas na Copa. O camisa 11 foi ganhando espaço pelo meio e chutou rasteiro de fora. Cillessen caiu e segurou.

A equipe europeia jogava como queria, no erro do adversário. Aos 29, Robben avançou pela ponta e rolou para De Guzman, que até fez o domínio, mas não conseguiu ajeitar para o pé bom e encobriu o alvo.

Em duas jogadas parecidas, aos 33 e aos 37 minutos, a equipe anfitriã teve oportunidades para ao menos diminuir a desvantagem. Oscar fez dois cruzamentos da direita em cobranças de falta. Na primeira, a defesa afastou quase em cima da linha; na segunda, Luiz Gustavo desviou na primeira trave e David Luiz não alcançou por centímetros.

Desaparecido em campo desde o gol de pênalti, Van Persie deu o ar da graça aos 40, em mais um lance em que a defesa deu espaço. O atacante do Manchester United dominou e bateu com estilo, para baixo. Julio César encaixou.

O Brasil voltou do intervalo mais agressivo, mas quem incomodou primeiro foi a Holanda, em mais uma escapada de Robben. Ele ganhou na corrida de Maicon e Fernandinho, que entrou em lugar de Luiz Gustavo, e entrou na área, mas foi bloqueado por Thiago Silva.

Trocando passes, mas sem a agilidade necessária, a seleção enfim levou perigo aos 14, com Ramires. A defesa holandesa parou, o jogador do Chelsea levou pela direita e chutou cruzado, muito perto do poste direito. Quatro minutos depois, foi a vez de David Luiz tentar em cobrança de falta, mas Cillessen pegou sem problemas.

Após isso, houve duas jogadas consecutivas em que os donos da casa ficaram pedindo pênalti. A primeira, aos 16, em tentativa de cruzamento de Maicon que parou no braço de Vlaar. Depois, aos 23, Oscar foi calçado por Blind, mas o árbitro não marcou a infração e ainda mostrou cartão para o meia por simulação.

O ritmo da partida era cada vez mais lento, e quem quebrava a monotia era sempre Robben. Aos 29 minutos, o camisa 11 fez fila e perdeu apenas para Fernandinho dentro da área. Aos 34, ele levou pela esquerda e cruzou rasteiro. Thiago Silva cortou.

Entregue em campo, o Brasil ainda levou o terceiro, para fazer a torcida explodir de vez em vaias. Janmaat cruzou por baixo da direita e Wijnaldum chutou no contrapé de Julio César, o goleiro brasileiro mais vazado em Copas, com 18 gols somados os torneios de 2010 e 2014.

Ficha técnica:.

Brasil: Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo (Fernandinho) e Paulinho (Hernanes); Ramires (Hulk), Oscar e Willian; Jô. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Holanda: Cillessen (Vorm); Kuyt, De Vrij, Vlaar, Indi e Blind (Janmaat); Wijnaldum, Clasie (Veltman) e De Guzman; Van Persie e Robben. Técnico: Louis van Gaal.

Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia), auxiliado pelo marroquino Redouane Achik e pelo argelino Abdelhak Etchiali.

Cartões amarelos: Thiago Silva, Fernandinho e Oscar (Brasil); De Guzman e Robben (Holanda).

Gols: Van Persie, Blind e Wijnaldum (Holanda).

Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Agência EFE

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