Inicio » Norte de Minas » Norte de Minas – Unimontes lança em Grão Mogol e região sementes certificadas

Norte de Minas – Unimontes lança em Grão Mogol e região sementes certificadas

Grão Mogol, a Cidade Diamante chamada (diamante em lapidação), tem todos os elementos para vir a ser conhecida em Minas, no Brasil e no exterior também pelo epíteto de Cidade Cultural ou Cidade de Cultura.

Por sua própria natureza, pela sua história desde o surgimento, com a exploração diamantífera, em meados do século 18; pela cultura de sua gente, desde o mais simples, com o seu linguajar matuto característico aos intelectuais que esta terra produziu como o Barão de Grão Mogol, coronel da Guarda Nacional Gualtér Martins Pereira; Francisco Sá e outras personalidades que elevaram o nome do município aos quadrantes do mundo.

Norte de Minas - Unimontes lança em Grão Mogol e região sementes certificadas
Norte de Minas – Unimontes lança em Grão Mogol e região sementes certificadas

Por tudo isto e mais o fato de ser uma cidade peculiar, dotada de luz própria, fincada numa topografia diferente, donde emana o magnetismo das pedras que a faz, na sua inteireza, um presépio mor. Grão Mogol é como uma cachoeira. Dela jorram águas de cultura, história e paisagens convidativas à contemplação.

Essa condição intrínseca evidenciou-se mais ainda a partir da realização do I Festival de Inverno de Grão Mogol – Circuito Lago de Irapé, iniciado na noite do dia 10, no palco do Presépio Natural Mãos de Deus, considerado o maior do mundo.

O festival é coordenado pela equipe da professora Marina Ribeiro Queiroz, da pro-reitoria de Extensão da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em parceria com a Prefeitura de Grão Mogol, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura, do secretário Rogério Figueiredo.

Desde as apresentações artísticas lá do presépio, com a participação do Grupo Anjos e Pastores de Grão Mogol e do Núcleo de Ópera da Unimontes percebeu-se que ali, em meio às pedras, eram dados o tom e o colorido do que aconteceria na programação dos dias seguintes.

E na noite do dia seguinte, ontem, sexta-feira 11, o bem comportado público que encheu o salão da Casa de Cultura pôde assistir a dois belíssimos espetáculos. Um deles a apresentação teatral “Metamorfose”, baseada na intrincada novela do escritor Franz Kafka, nascido em 3 de julho de 1883, em Praga, República Checa e morto em 3 de junho de 1924.

Kafka escreveu também “O Processo”, romance que conta a história de um bancário processado sem saber o motivo, livro inacabado, porém, tido como um dos clássicos da literatura universal, pela genialidade do autor.

Em meio ao silêncio da plateia, como convém a toda apresentação do gênero teatral, um ator se contorcia sobre um baú, significando o início do processo de metamorfose, quando o personagem tem a impressão de estar se transformando num inseto, uma enorme barata.

Foi uma bela apresentação que bem pode ser trazida para a realidade atual, em que uma multidão de brasileiros desprotegidos se contorce, faz ginástica diária para sobreviver num Brasil que tem tudo para dar certo, mas é prejudicado pela sanha de maus políticos.

A outra apresentação da noite foi do Grupo Camerata de Violões, da Unimontes, grupo este formado por professores, alunos e pessoas da comunidade, com o objetivo de divulgar o violão como instrumento solista. Executa repertório de câmara variado, incluindo músicas eruditas e populares.

O projeto da Unimontes “permite aos acadêmicos a oportunidade de tocar, compor e elaborar arranjos para o instrumento vivenciando na prática todos os conteúdos estudados ao longo do curso”.

Os violonistas – Caroline Aparecida Rodrigues Dias, Luiz Cláudio Alves de Melo, Michelle Marques de Jesus, Tony David Oliveira e os professores Christiane Faria Franco, Daniel Aguiar Novais, Geraldo de Alencar Durães Filho e Igor Hemerson Coimbra – fizeram inesquecível apresentação agradando em cheio ao público presente, que demonstrou claramente o afã por eventos do gênero.

Foram apresentadas músicas como “Melodia Sentimental”, de Heitor Villa Lobos; “Oeste”, de Francis Kleynjans; “Anda Jaleo”, de Frederico G. Lorca; “Gracias a la vida”, de Violeta Parra; “Mata Virgem”, de Raul Seixas/Tânia M. Barreto; “Docedecoco”, de Jacob do Bandolin, entre outras .

Mais tarde, na Praça Beira-Rio foi realizada mais uma etapa do Festival de Canção, que terminará hoje, no mesmo local, com a escolha das três melhores canções que dividirão prêmio em dinheiro de R$ 6 mil.

A realidade do que acontece em Grão Mogol dá, portanto, a quem é dotado de percepção mais aguçada, a certeza de que, se houver estímulo, as sementes ora lançadas e a serem lançadas pela Unimontes poderão dar bons frutos e transformar, de fato, a Cidade Diamante, em Cidade de Cultura.

Por Alberto Sena

------------------------------------------------------------------------

Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o site do Jornal Montes Claros


------------------------------------------------------------------------

------------------------------------------------------------------------

Leia Também

MG - Jovem inventa que mãe está passando mal para estuprar vizinha

MG – Jovem inventa que mãe está passando mal para estuprar vizinha

Compartilhar no WhatsApp* Por: Jornal Montes Claros - 5 de dezembro de 2016.MG – Jovem …


Aviso: nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeituosas e construtivas. O espaço abaixo é destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão, de maneira nenhuma, tolerados, e nos damos o direito de excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, calunioso, preconceituoso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem um nome completo e email válido).