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Norte de Minas – Expomontes fomenta agronegócio no Norte de Minas

Para o grande público, não há como não encarar a Expomontes como uma grande festa. Escolher como ir ao Parque de Exposições João Alencar Athayde, passear e assistir aos shows criam esse imaginário. Porém, a Expomontes vai muito além. Se voltarmos a 1957 quando a primeira edição foi realizada, fica mais fácil entender. O que faria um grupo de fazendeiros se reunir em um parque recém-construído, num terreno de muita terra e pedra, para expor seus animais? Não havia shows naquela época e a única atração era mesmo os animais. 

Norte de Minas - Expomontes fomenta agronegócio no Norte de Minas
Norte de Minas – Expomontes fomenta agronegócio no Norte de Minas

Ainda hoje, é a produção do agronegócio norte mineiro o grande e mais importante atrativo da Exposição. Não estamos mais em 1957, portanto, durante o evento, produtores rurais têm a oportunidade de terem reunidos em um único lugar uma diversidade de raças de animais, opções de crédito rural diferenciados, preços promocionais de maquinário e conhecimento sobre inovações tecnológicas. 

“É pensando no produtor rural que nos empenhamos ao máximo. Claro, hoje a Expomontes se tornou também uma grande festa para toda a região, mas se fosse apenas isso, não iríamos comemorar durante um período tão difícil quanto o que passamos”, aponta Moacyr Basso, diretor financeiro da Sociedade Rural. 

Ele se refere ao cenário de seca prolongada por três anos, que vem castigando os produtores rurais. Por falta de água e de pasto, grande número de cabeças de gado norte mineiras foi vendido, antes que os produtores da região vissem o gado morrer por não ter como alimentá-lo. Também a agricultura acumula perdas nos últimos três anos, colocando em cheque a visão da Expomontes apenas como festa. 

“Ano passado nos questionaram o porquê de fazer festa num momento de crise, e respondi que somos muito mais que uma festa, somos a força que impulsiona a economia do agronegócio norte mineiro. É difícil realizar um evento como este após três anos de seca, mas isso também nos deixa em condições de mostrar às autoridades a força da nossa classe, de apresentar nossas reivindicações”, destaca. 

Dentre as questões a serem apresentadas para o Estado, Moacyr cita os altos custos da festa, inclusive com segurança. “Contratamos grande número de seguranças para suprir um papel que tem de ser do Estado, e fazemos isso sem ajuda de custos. Isso precisa ser revisto, e outras esferas precisam ter maior participação nesse evento, pois hoje a Expomontes significa muito para a economia de Montes Claros como um todo”, pontua. 

Além disso, ele também cita problemas relacionados ao licenciamento ambiental e os entraves colocados pelo Estado. Segundo ele, Minas Gerais é um dos Estados que mais dificulta a vida dos produtores, especialmente os ligados ao cultivo de floresta de eucalipto, que para ele é uma atividade de agricultura como outra qualquer. No entanto, designou-se o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para fazer vistoria antes de autorizar o licenciamento. 

“O órgão possui apenas dois fiscais, não tem veículo, como vai dar conta da demanda aqui da região? É um absurdo, o produtor rural está à mercê da ineficiência governamental”, protesta. 

Diante de tantas lutas e tantas conquistas, Moacyr não deixa de ressaltar seu orgulho por ser parte da Sociedade Rural, entidade sem nenhum histórico de manchas, apenas de lutas em prol da comunidade.  “É para mim uma honra ser diretor dessa entidade, que continua crescendo e enchendo de orgulho todo o Norte de Minas”, finaliza.

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