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Norte de Minas – MP começa a ouvir vereadores de São João da Ponte

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) iniciou na tarde de hoje as oitivas de quatro vereadores e dois ex-vereadores de São João da Ponte/MG que teriam recebido propina para não cassar o mandato do ex-prefeito Fábio Luiz Fernandes Cordeiro (PTB), o Fábio Madeiras. Juntos, eles teriam recebido R$ 310 mil. Todos os envolvidos negam a acusação. As oitivas estão sendo realizadas na sede do MPMG em São João da Ponte, pelo Promotor de Justiça João Paulo Fernandes. Fábio Madeiras continua preso.

Norte de Minas - MP começa a ouvir vereadores de São João da Ponte
Norte de Minas – MP começa a ouvir vereadores de São João da Ponte

Segundo a Polícia Federal e o MPMG, em março de 2011, no auge das investigações sobre escandaloso esquema de desvio de recursos públicos em São João da Ponte, o ex-prefeito teria pago seis (dois terços) vereadores da cidade, para que não cassassem seu mandato. Com isso ele teria se assegurado de que nenhuma tentativa de cassação atingiria o número mínimo de seis votos, ou dois terços do total de vereadores, exigidos pelo Decreto-Lei 201/67.

O MPMG e a PF descobriram que o ex-presidente o ex-presidente da Câmara Municipal de São João da Ponte, Elmon Antunes Cordeiro (PTB) teria recebido R$ 60 mil para não cassar o mandato de Fábio Madeiras (fotocópia do cheque anexa). Outros cinco vereadores – Abelar Pinto (PSB), Juscilene Fagundes Borges (PTB), Lauzimar Rosa de Lima (PSC), Geraldo Filogônio Ferreira (PTC) e José Geraldo de Lisboa Cordeiro (PTB) – teriam recebido R$ 50 mil cada (fotocópias dos cheques anexas).

O mais surpreendente, segundo o MPMG e a PF, é que em garantia dos pagamentos cada vereador recebeu cheque nominal da Prefeitura Municipal de São João da Ponte. Como não havia dinheiro suficiente na conta do município para cobrir o valor dos cheques, ele teriam sido trocados junto ao negociante Marcos Vinícius Crispim, o Corbi, de Januária (MG), que está recolhido à Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, por fraudes a licitações e desvios de dinheiro público.

Para reaver do ex-prefeito Fábio Madeiras o valor dos cheques, o negociante teria emitidos diversas notas fiscais frias de serviços jamais prestados à Prefeitura de São João da Ponte.

Os cheques teriam sido assinados pelo ex-prefeito Fábio Madeiras e pela tesoureira da Prefeitura de São João da Ponte na época, Rita de Cássia Cordeiro. A tesoureira, tia do ex-prefeito, teria alegado desconhecer a emissão dos cheques nominais aos vereadores. Segundo ela, a praxe era ela assinar os talões de cheques em branco e deixá-los com o prefeito.

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As informações são de Fábio Oliva

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