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MG – Empresários de pirâmide financeira terão bens bloqueados

Mais um investidor conseguiu, na Justiça, medida contra a Firv Consultoria Administração Recursos Financeiros Ltda. e dois empresários sócios da empresa, para bloquear seus bens e contas bancárias.  O empresário argumentou que os acusados, que são investigados por atuar como sócios em uma “pirâmide financeira”, pretendiam resguardar o patrimônio que possuíam para não arcar com as dívidas contraídas.
 
Conhecido pelo apelido de Madoff mineiro, o investidor Thales Maioline, que causou prejuízo aproximado de R$ 100 milhões a mais de 2 mil investidores ao aplicar o golpe de pirâmide financeira, foi condenado a sete anos de prisão. O sócio da Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros Ltda responderá pelos crimes de estelionato e de falsificação. A Justiça, no entanto, o livrou da acusação de formação de quadrilha.
Conhecido pelo apelido de Madoff mineiro, o investidor Thales Maioline, que causou prejuízo aproximado de R$ 100 milhões a mais de 2 mil investidores ao aplicar o golpe de pirâmide financeira, foi condenado a sete anos de prisão. O sócio da Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros Ltda responderá pelos crimes de estelionato e de falsificação. A Justiça, no entanto, o livrou da acusação de formação de quadrilha.

O investidor alega que foi atraído por uma proposta de investimento de alta rentabilidade feita pelos empresários. Ele aplicou R$ 20 mil e não conseguiu resgatar o capital, porque o sócio, administrador e presidente da Firv fugiu para o exterior após ser denunciado por estelionato. Para garantir que seu dinheiro não fosse inteiramente perdido, ele requereu o bloqueio dos bens dos envolvidos. O pedido foi negado em Primeira Instância, mas o investidor entrou com recurso e, em caráter liminar, conseguiu o congelamento temporário.

 
Em julho de 2012, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu as atividades da empresa, por administração irregular de carteira de valores mobiliários e realização de oferta pública irregular de valores mobiliários. Segundo o investidor, foi constatado que um dos acusados saiu do país levando R$ 50 milhões e que a outra transferiu R$ 1,1 milhão das contas da Firv para a conta bancária da empresa da qual é proprietária.
 
Segundo o desembargador Antônio Bispo, relator do recurso, foi realizado um contrato entre as partes e há indícios de que houve fraude e estelionato no negócio. Além disso, um parecer da CVM informa que a empresa estaria fazendo oferta pública sem atender a lei. O ralator ressaltou que há a possibilidade de que ao longo do processo se comprove que as transações da Firv não eram ilegais, mas na situação atual, estão presentes condições suficientes para o bloqueio de bens.
 
Apelidado de “Madoff mineiro”, o técnico em mineração idealizador do esquema, foi condenado em abril deste ano.  Além desse, há outros processos em tramitação ligados ao mesmo crime.
 
*Com TJMG
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