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Brasil – Justiça de São Paulo manda arquivar caso Marcelo Pesseghini

A Justiça de São Paulo determinou o arquivamento das investigações sobre o caso Marcelo Pesseghini. De acordo com o juiz Renato Genzani Filho, da Vara da Infância, a conclusão da Polícia Civil foi “absolutamente acertada” ao indicar que foi o garoto quem matou a família (os pais, a avó e uma tia-avó) e, depois, se matou. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Marcelo Pesseghini ao lado do pai, que era sargento da Rota
Marcelo Pesseghini ao lado do pai, que era sargento da Rota

De acordo com a publicação, caso não haja um fato novo para reabertura das investigações ou uma decisão da Justiça em grau superior, o caso passará a ser considerado extinto.

A família do garoto tenta provar a inocência do menino usando uma página do Facebook como evidência. A família tentou na Justiça conseguir a retomada das investigações.

A página no Facebook é considerada uma evidência pela família porque ela foi criada para homenagear a memória do sargento da Rota Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, pai do garoto, antes mesmo de os corpos terem sido encontrados, em 5 de agosto de 2013, segundo os registros da rede social.

Segundo a versão oficial da polícia, todos os cinco corpos foram localizados na casa da família após as 18h, por um familiar e um policial militar amigo da família. Segundo os familiares, a página foi criada às 16h48, ou seja, cerca de uma hora antes de a primeira testemunha encontrar os corpos.

De acordo com a advogada dos avós paternos de Marcelo, uma possibilidade seria que o garoto tivesse criado o site antes de cometer suicídio. Os laudos da polícia apontam, entretanto, que o computador da casa foi utilizado pela última vez às 18h03 do adia anterior. Além disso, a página foi atualizada até, pelo menos, 17 de agosto de 2013.

Para a advogada, o verdadeiro assassino criou a página no Facebook para desafiar a polícia. A Secretaria de Segurança Pública não soube explicar o fato, e informou que a resposta deve ser dada agora pela Justiça. O Ministério Público informou à Folha que o promotor Daniel Tosta Freitas, responsável pelo arquivamento do caso, está em férias e um novo promotor ainda não havia sido designado.

Horário não pode ser mudado
Segundo o perito Paulo Cesar Breim, não é possível mudar o registro do horário de criação de uma página no Facebook, a não ser que o internauta tenha conhecimento de algum erro na programação do site, o que não foi noticiado até o momento. “Só se descobriu algum bug e não contou para ninguém. Na teoria, não consegue não, porque é o Facebook que controla esses registros”, disse Breim.

Procurado, o Facebook não informou se é possível fazer tal alteração. Segundo a empresa, os responsáveis estavam ocupados com a Copa do Mundo e, por isso, não havia tempo para responder as questões enviadas.  O Facebook também não revelou se houve alguma invasão na página.

Chacina de família em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas no dia 5 de agosto de 2013, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares – o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A Polícia Civil de São Paulo concluiu o relatório sobre o caso em maio de 2014, indicando que o estudante de 13 anos é o responsável por matar o pai, a mãe, a avó e a tia-avó, e depois ter cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola. 

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