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Europa – ‘Selfies’ de soldado russo sugerem operação militar na Ucrânia

Fotos postadas por um soldado russo em sua conta no Instagram sugerem que Moscou estaria efetuando operações militares em território ucraniano.

Uma das imagens mostra o soldado Alexander Sotkin, de 24 anos, com um lançador de mísseis Buk, o mesmo modelo que, segundo o governo de Kiev e os EUA, teria abatido um avião com 298 pessoas a bordo no último dia 17.

Alexander Sotkin, de 24 anos, estaria em região controlada por rebeldes pró-Rússia
Alexander Sotkin, de 24 anos, estaria em região controlada por rebeldes pró-Rússia

Segundo a ferramenta de geolocalização do Instagram, Sotkin postou no início de julho uma foto da vila de Krasna Talychka, no leste da Ucrânia, região controlada por rebeldes pró-Rússia.
As informações são do site americano de notícias Buzzfeed.

Em seus perfis em redes sociais, Sotkin afirma ser um especialista em comunicações estacionado em uma base russa próxima da fronteira com a Ucrânia.

Não se sabe quanto tempo o soldado ficou na Ucrânia após ter postado a foto, pois no dia 3 de julho suas fotos já eram tiradas da Rússia novamente.

Dois dias depois, Sotkin postou outra foto na Ucrânia, desta vez na vila de Krasnyi Derkul. O governo de Kiev acusou os rebeldes de dispararem morteiros em um ponto da fronteira próximo dali na época.

De acordo com o mapa de fotos de Sotkin, uma ferramenta do Instagram, as imagens foram tiradas a cerca de 15 quilômetros da base de Voloshino, na Rússia, onde ele aparentemente está estacionado.

No dia 23 de junho, o soldado postou uma foto da base, um dia após Moscou intensificar a presença militar na área de fronteira com a Ucrânia. Na época, Kiev afirmou ter sofrido ataques de morteiros russos em suas posições próximas da fronteira.

No último domingo (27), Sotkin postou uma foto em que dizia estar “trabalhando em um buk”.
Para operar esse tipo de arma, os rebeldes ucranianos precisariam de um especialista em comunicações, como Sotkin afirma ser, para trabalhar em uma estação de radar, que pode ser instalada remotamente, independente do lançador do míssil terra-ar.

Na semana passada, outro soldado russo, Vadim Grigoriev, postou na rede social VK -equivalente ao Facebook na Rússia- várias imagens de posições de artilharia russas. Uma delas trazia a legenda “Nós batemos na Ucrânia a noite toda”.

Dias depois, Grigoriev afirmou à TV estatal russa que sua conta na rede social havia sido hackeada.

A ferramenta de GPS do Instagram, porém, é mais precisa. Apenas se Sotkin usasse uma espécie de “GPS fantasma” ele poderia enganá-la.

Nesta terça (29), o parlamentar russo Vadim Soloviev anunciou ao jornal de tendência pró-Kremlin “Izvestia” planos de proibir soldados de publicarem qualquer informação em redes sociais enquanto estiverem servindo.

Folhapress
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