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MG – Maternidade de BH vai às redes sociais pedir socorro

Para dar ciência à opinião pública e sensibilizar o poder público, o Grupo Santa Casa BH lançou em seu perfil no Facebook a campanha “A maternidade da Santa Casa não pode fechar”.

Instalada no prédio da Santa Casa, a unidade tem gastos excedentes de R$ 1 mi por mês, e pode fechar as portas até setembro
Instalada no prédio da Santa Casa, a unidade tem gastos excedentes de R$ 1 mi por mês, e pode fechar as portas até setembro

Em funcionamento há 98 anos, a Hilda Brandão, instalada no 11º andar do edifício, na avenida Francisco Sales, pode fechar as portas já em setembro, caso um novo acordo não seja firmado. Com atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e capacidade de realização de 300 a 350 partos mensais, sendo referência nos casos de maior risco, os gastos da maternidade excedem em R$ 1 milhão/mês, há mais de um ano.

Conforme a assessoria de imprensa, a intenção é participar a sociedade, uma vez que que a maternidade é do povo mineiro, e está ameaçada. “Não queremos fechar a Hilda Brandão, mas para que isso seja evitado é preciso uma nova confraternização junto aos poderes Municipal e Estadual, um novo contrato”.

Ainda segundo o Grupo Santa Casa, o objetivo de usar as redes sociais é aproveitar seu poder de divulgação. No entanto, a campanha não é para pedir doações. “A solução do nosso problema só vira a longo prazo, e depende exclusivamente de uma nova parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e o governo do Estado de Minas Gerais”.

Para saber mais sobre a Maternidade Hilda Brandão é só acessar o perfil “Santa Casa BH”, no Facebook, e, depois, ajudar a espalhar esse pedido de socorro com a hashtag #vivamaternidade.

Entenda o caso

Dívidas tributárias. Apesar das melhorias implantadas nos últimos 2 anos, o financiamento dos serviços prestados ao SUS é atualmente o maior entrave para o setor de saúde. Sem repasse de verbas e incentivos suficientes para financiar os serviços, tornou-se inviável a manutenção do atendimento aos usuários dos SUS pelos hospitais filantrópicos que possuem contratos em todo o país com gestores municipais, estaduais e federais.

A Santa Casa BH foi o primeiro hospital filantrópico do Brasil a aderir oficialmente ao programa PROSUS, programa do Governo Federal de renegociação de débitos tributários das entidades filantrópicas. Atualmente, a dívida tributária das Santas Casas de todo o país, com o Governo Federal, é cerca de R$ 6 bilhões. Neste montante, o passivo tributário da Santa Casa BH é de aproximadamente R$ 200 milhões.

Além do deficit gerado pelo sub-financiamento do SUS, outros passivos da instituição – como empréstimos bancários, dívidas com fornecedores etc, serão equacionados mediante um Programa de Reestruturação Financeira que está sendo negociado entre a Santa Casa BH e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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