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Economia – Banco Santander e Bonsucesso se juntam no crédito consignado

O Santander Brasil assumiu a área de crédito consignado do mineiro banco Bonsucesso, uma joint venture que cria uma terceira instituição financeira – o banco Bonsucesso Consignado S/A – , voltada especificamente para esse tipo de operações. O valor inicial do investimento é de R$ 600 milhões. O negócio ainda precisa da aprovação das autoridades reguladoras.

O presidente do mineiro Banco Bonsucesso, Paulo Henrique Pentagna Guimarães (E), e o presidente do Santander, Jésus Zabalza, anunciaram ontem a criação da joint venture
O presidente do mineiro Banco Bonsucesso, Paulo Henrique Pentagna Guimarães (E), e o presidente do Santander, Jésus Zabalza, anunciaram ontem a criação da joint venture

Pelo acordo, 60% da nova instituição, que terá sede em Belo Horizonte, será do Santander, e 40%, do Bonsucesso. O banco espanhol entrará com o capital, e o mineiro, com a mão de obra e o know-how. O Bonsucesso, fundado em 1992, sempre teve como foco a concessão de crédito.

No encerramento do segundo trimestre de 2014, o Santander Brasil apresentou uma carteira de crédito consignado de R$ 12,3 bilhões, que representa 16% da carteira de pessoa física.

De acordo com os dois bancos, o Bonsucesso não perderá agências, já que a operação será feita pelos funcionários que já trabalham no setor de consignados. Também por enquanto, as agências continuarão com o mesmo leiaute e não há previsão de contratações ou demissões. As outras frentes de negócio do Bonsucesso permanecem 100% sob o controle do grupo.

“O Bonsucesso continuará com suas demais plataformas de negócios, independentemente desta nova instituição financeira que estamos criando agora. Mas as operações que o banco Bonsucesso tem na área de consignados foram todas transferidas para o Santander/Bonsucesso”, explicou o presidente do Bonsucesso, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, em entrevista conjunta, nesta quinta.

Já o presidente do Santander Brasil, Jesús Zabalza, acredita que está fazendo um bom negócio. Não se preocupa com a inadimplência da área de consignados, hoje entre 3% e 4%, a menor entre os créditos pessoais e considerada por ele fruto de instabilidade momentânea do mercado. Para Zabalza, o crédito consignado é um produto de baixo risco e que ajuda a vincular clientes. “Queremos crescer nossa carteira nessa área. Temos muita confiança na América Latina e no Brasil no médio prazo”, declara o executivo espanhol.

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