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Europa – Inglesa mata filho doente, é condenada e inicia campanha por eutanásia

Pouco antes do aniversário de seu filho, a inglesa Heather Pratten, de 76 anos, ouviu um pedido difícil: ele queria que ela o matasse. Nigel Goodman tinha, então, 46 anos, e sofria com um distúrbio neurológico conhecido como Doença de Huntington, que causa a falta de coordenação e afeta várias habilidades mentais. Diante do sofrimento de Nigel, sua mãe concordou em matá-lo – mas acabou condenada por assassinato. A história estimulou Heather a criar uma campanha para regulamentar a eutanásia no Reino Unido.

Heather Pratten, de 76 anos, matou o próprio filho
Heather Pratten, de 76 anos, matou o próprio filho

Segundo Heather, ela e Nigel fizeram um combinado e ficou decidido que a mãe aplicaria uma alta dose de heroína no filho doente. Quando percebeu que, mesmo após a injeção, Nigel ainda estava vivo, a senhora achou uma forma de resolver a situação que já se prolongava havia oito anos: “Foi uma decisão muito rápida usar o travesseiro”.

Após ter certeza que o filho estava morto, ela ligou para a polícia e disse que ele tinha sofrido uma overdose. Houve uma investigação e Heather Pratten acabou se declarando culpada pela morte de Nigel Goodman e sendo condenada a 14 de prisão.

Heather defendeu seu ato como uma demonstração de amor incondicional. Alguns meses depois da morte de Nigel, ela está organizando a campanha “Dignidade na Morte” que tem o objetivo de tornar a eutanásia um processo dentro da lei, permitindo que doentes em fase terminal possam optar ou não por morrer. Segundo ela, as pessoas devem falar mais sobre isso sem ter receios. Heather Pratten deu seu depoimento em um vídeo da campanha.

No vídeo, ela relembra o dia em que o filho pediu para morrer: “Tirei Nigel do hospital por causa do aniversário dele e o levei para o apartamento onde ele morava. Éramos apenas nós dois”. “Fiquei preocupada que alguém percebesse, mas Nigel me implorou para não deixar que o ressuscitassem”, contou.

No site da campanha “Dignidade na Morte” existem explicações sobre o projeto de lei e um abaixo assinado para aqueles que quiserem participar. 

Confira o depoimento de Heather Pratten:

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