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Eleições 2014 – Campos: Dilma ‘nem tentou’ reforma tributária e ‘atendeu no balcão’

Candidato do PSB ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos afirmou nesta segunda-feira (11) que a presidente Dilma Rousseff (PT) não aprovou uma reforma tributária no Brasil porque “atendeu a pedidos pontuais no balcão e nada deu certo”. De acordo com o ex-governador de Pernambuco, durante seu primeiro mandato, a petista “nem tentou fazer a reforma tributária”.

O presidenciável promete apresentar um projeto para alterar os impostos, caso seja eleito, já nos primeiros dias de governo
O presidenciável promete apresentar um projeto para alterar os impostos, caso seja eleito, já nos primeiros dias de governo

O presidenciável promete apresentar um projeto para alterar os impostos, caso seja eleito, já nos primeiros dias de governo. As medidas detalhadas em seu programa preveem evitar aumento dos tributos, simplificar o sistema, eliminar o caráter regressivo, que pune os mais pobres, reduzir a taxação dos investimentos, justiça tributária, transparência e melhor repartição de receitas entre governo federal, Estados e municípios.

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentaram promover reformas no sistema tributário durante seus mandatos, mas nunca conseguiram chegar a um projeto capaz de alcançar consenso dentro do Congresso por dificuldades para conciliar interesses do governo federal com os dos empresários, dos Estados e dos municípios, que tinham medo de perder receitas com as mudanças.

Em entrevista ao portal G1, Campos foi questionado sobre sua relação com o governo do PT, do qual foi ministro da Ciência e Tecnologia (2004-2005) e esteve na base até o fim de 2013. O candidato disse que “nunca mudou de lado” e que só deixou de apoiar a presidente Dilma quando políticos como o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) e o senador José Sarney (PMDB-AP) “ganharam protagonismo”.

Collor e Sarney, no entanto, fazem parte da base de sustentação do governo petista desde a gestão Lula, e sempre ocuparam cargos de relevância política.

O candidato repetiu as críticas que tem feito à política econômica de Dilma Rousseff e defendeu mais uma vez a independência do Banco Central e a criação de um Conselho de Responsabilidade Fiscal para “criar um ambiente de confiança” que faça com que os juros baixem e o câmbio se normalize.

NEPOTISMO

Campos comentou ainda reportagem da Folha da semana passada sobre o cargo de seu tio, Marcos Arraes de Alencar, em uma diretoria da estatal federal Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), em Pernambuco, apesar de há seis meses o governo do Estado, então comandado pelo presidenciável, ter informado que ele havia pedido demissão.

“Quando saímos do governo, ele não tomou posição de sair. Mas eu discordo dessa postura”, disse Campos, completando que Alencar é pai da vereadora Marília Arraes (PSB), “que apoia Dilma” à reeleição.

Outra polêmica familiar debatida na entrevista ao G1 foi sobre a mãe de Campos, Ana Arraes, que em 2011 foi eleita ministra do TCU (Tribunal de Contas da União). O candidato afirma que o cargo da mãe “não é um problema” porque até se aposentar, daqui um ano e meio, quando completará 70 anos, “nem terá condições de ver as primeiras contas do nosso primeiro mandato”.

O ex-governador negou que tivesse pretensão de ser candidato à Presidência da República em 2011, quando ajudou na campanha da mãe para o TCU. “Não imaginava”.

TEMAS POLÊMICOS

Ao final da entrevista, Campos respondeu com “sim” ou “não” a temas polêmicos que costumam aparecer durante a campanha eleitoral. Disse ser contra a legalização das drogas, privatizações, foro privilegiado a políticos, unificação das polícias e ensino religioso nas escolas públicas.

E, por outro lado, declarou-se favorável à taxação de grandes fortunas, ao casamento gay e ao voto obrigatório. Sobre o aborto, reafirmou a posição de que “a legislação sobre o tema é adequada”.

Folhapress
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