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Marina Silva é considerada a substituta natural de Campos

Agora, o PSB corre contra o tempo para definir quem irá substituir Eduardo Campos na cabeça de chapa na disputa pela Presidência da República. O partido tem dez dias, contados a partir desta quarta, para reunir a coligação “Unidos pelo Brasil” – PPS, PPL, PHS, PSL e PRP – e eleger um novo nome. A escolha natural seria a da ex-senadora Marina Silva. Ela teria que renunciar ao cargo de candidata a vice pelo partido e ter o apoio da maioria das siglas que compõem a chapa. Na avaliação de cientistas políticos, a líder da Rede Sustentabilidade deve encontrar problemas para conseguir um consenso.

Abatimento. Marina Silva é apontada como o principal nome para encabeçar a chapa do PSB na disputa presidencial
Abatimento. Marina Silva é apontada como o principal nome para encabeçar a chapa do PSB na disputa presidencial

O cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa avalia que o PSB terá percalços para obter um acordo interno. “O PSB terá muitas dificuldades, tendo em vista que o partido tem uma visão ideológica muito diferente da de Marina e da Rede, mas o PSB não tem um nome de relevância nacional”, afirma.

O cientista político Rudá Ricci concorda que Marina terá muitos obstáculos. “Apesar de ser a escolha natural, ela vai depender do arranjo partidário. A Rede criou muitos problemas internos, que Campos teve que resolver. Marina também encontra muita resistência do principal setor da economia do país, o agronegócio”, disse Rudá.

A entrada da ex-senadora no PSB foi resultado de uma negociação direta entre ela e Campos, sem uma consulta ampla aos socialistas. Principal liderança do PSB, Eduardo Campos foi o responsável pela consolidação da aliança.

Nesta quarta, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), disse não saber se, de fato, é natural Marina assumir a candidatura. “O partido vai se reunir nos próximos dias e tomar uma decisão. Não sei (se Marina é candidata natural). É uma decisão partidária que vamos aguardar”.

Segundo Testa, a legenda deve correr contra o tempo para aproveitar o momento de comoção nacional. “É preciso agilidade não só para continuar a campanha, mas porque o partido deve aproveitar, de forma inteligente, este momento de comoção nacional. O tom será de uma chapa de esperança, de alguém que vai realizar o sonho e os ideais de Campos. A publicidade saberá usar isso”, aposta o analista político.

Pressão. A professora e cientista política da Universidade Federal de Minas Helcimara Telles não descarta uma outra alternativa – a de que o PSB sofra pressões dos dois principais adversários na disputa pela Presidência, o PT de Dilma Rousseff, e do PSDB do senador Aécio Neves.

“A morte de uma grande liderança pode fazer com que PT e PSDB busquem o PSB para um alinhamento. O PSB não é tão coeso e, assim, pode escolher um nome fraco que apoie um dos lados em um segundo turno”, observa a professora Helcimara Telles.

Outro ponto que pode influenciar na escolha de Marina é o resultado das pesquisas. Os dados mostram que Marina tem um desempenho melhor que o de Campos: 10% contra 9%.

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