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Eleições 2014 – Em Minas Gerais, entrada de Marina dificulta vida de Dilma e Aécio

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, ganha mais peso na disputa presidencial com a possível candidatura de Marina Silva pelo PSB após a morte de Eduardo Campos. Isso porque, em 2010, a ex-senadora conquistou 21% dos votos no Estado e venceu o pleito em Belo Horizonte. 

Apesar de o cenário de quatro anos atrás ser distinto – naquele ano Aécio não estava na disputa e Marina acabou ganhando parte dos votos que seriam de José Serra – a avaliação é que, com a entrada de Marina, o senador Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff terão que rever suas táticas.

Pesquisa DataTempo/CP2, realizada entre 31 de julho e 4 de agosto, mostrou uma situação confortável de Aécio em Minas, que registrou 41,2% das intenções de voto contra 33,8% da petista e 4,8% de Campos.

Para o cientista político Leonardo Avritzer, a disputa em Minas ganha novos contornos. “A candidatura de Campos não havia decolado em Minas. Sua intenção de voto estava concentrada principalmente no Nordeste”, afirmou.

Potencial.Marina Silva pode capitalizar a comoção pela morte de Eduardo Campos e além de ter alcançado votação significativa em 2010, retirar votos da presidente Dilma Rousseff e de Aécio Neves em MG
Potencial.Marina Silva pode capitalizar a comoção pela morte de Eduardo Campos e além de ter alcançado votação significativa em 2010, retirar votos da presidente Dilma Rousseff e de Aécio Neves em MG

Para ele, Marina pode dar trabalho ao tucano. “Se ela alcança um patamar igual ao dele, o eleitorado vai começar a comparar os dois, o que não acontecia.”

O cientista político Antônio Carlos Mazzeo concorda e afirma que o perfil do eleitorado da ex-senadora se assemelha mais ao dos que preferem Aécio. “Marina passaria a disputar o voto da oposição com Aécio. Ela vai atacar mais onde já tem capital eleitoral. O eleitorado do PT é mais estabilizado”.

Segundo Mazzeo, o nome de Marina aparecerá com índice de intenções de voto superior ao de Campos, principalmente nas próximas semanas. “Com a comoção, ela cresce muito. Mas só teremos dados mais reais após o impacto da comoção”.

Já para o cientista político Moisés Augusto Gonçalves, a comparação com 2010 não é equivalente. “A Marina apareceu em 2010 se contrapondo à velha política, mas ela se contradisse com a aliança com Campos. Marina vai ter um apelo maior, mas a população já não pensa como antes”, diz.

“Marina pode encostar no Aécio e incomodar Dilma forçando um segundo turno. A ex-senadora tira votos do PT e PSDB. Em Minas, Aécio não chega a perder, mas vai ter mais trabalho”, afirma o analista político Gaudêncio Torquato.

Para o presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, é cedo para fazer projeções, mas ele não acredita em dificuldades para o partido. “Aécio tem grande prestígio. O quadro não muda”, afirmou o deputado federal.

O colega de Câmara, presidente do PSB em Minas, Júlio Delgado, disse que nesta quinta o partido começou a comentar informalmente sobre o futuro da legenda, mas que ainda não se falou em nomes. Delgado aparece como possível vice, o que reforçaria o apelo da chapa socialista em Minas. “Bem-cotada em Minas, Marina teria mais facilidade para enfrentar dois mineiros (Dilma e Aécio)”, afirmou emocionado. 

Portal O Tempo

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