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Eleições 2014 – Homenagens a Campos predominam no horário eleitoral da TV

No primeiro programa eleitoral na televisão, no início da tarde desta terça-feira (19), a maior parte dos candidatos dedicou algum tempo de suas inserções para homenagear Eduardo Campos (PSB), mas Aécio e Dilma buscaram estratégias diferentes. Foi a presidente, que já vai para sua segunda eleição presidencial, quem se apresentou, enquanto Aécio gastou seu tempo mais para convidar o país para sua campanha.
Dilma Rousseff no horário eleitoral de televisão, nesta terça-feira (19)
Dilma Rousseff no horário eleitoral de televisão, nesta terça-feira (19)

Primeiro partido a se apresentar, junto a seus coligados, o PSB utilizou seu programa, do início ao fim, com uma homenagem a Eduardo Campos. A legenda abusou de frases do candidato morto em acidente aéreo, incluindo falas na entrevista do Jornal Nacional, cobertas com o contato de Eduardo com eleitores e com sua própria família. No fundo, a música “Anunciação”, de Alceu Valença, ampliada na frase “A voz do anjo sussurrou ao meu ouvido”.

O programa de Aécio Neves (PSDB) terminou convidando o país a fazer parte da campanha, com o lema “Bem-vindo Brasil”. Antes, mostrou o candidato falando sobre problemas na economia, depois que ele próprio prestou uma homenagem a Eduardo Campos.
Com um fundo escuro quando Aécio falava e usando de efeitos que mostraram a população acompanhando seu programa, Aécio defendeu a necessidade de o país ter uma verdadeira “liderança” no comando para “voltar a crescer”.
A temática do crescimento foi o mote para apresentar outros problemas, sempre colocados como resultado do fracasso do desenvolvimento brasileiro.
A campanha de Dilma Rousseff, por sua vez, optou por temas mais claros, enfatizados inclusive nas roupas brancas dela e de Lula. Com mais tempo, a campanha usou um tema mais emotivo no início, antes de apresentar a petista. Tentando mostrar a presidente no dia-a-dia, exibiu até mesmo imagens dela cozinhando macarrão e cortando legumes. 
Depois da apresentação de Dilma, e de mostrar a presidente em contato direto com o povo, em uma sequência de selfies, o programa garantiu espaço para que o ex-presidente Lula defendesse os benefícios de um segundo mandato, usando como exemplo seu próprio caso. Ele indagou o que o Brasil teria perdido caso não tivessem dado a ele a chance de continuar por mais tempo.
No fim, coube a Lula homenagear Eduardo Campos, afirmando que tinha por ele um afeto de pai e filho. Lula repetiu a frase de que não se pode desistir do Brasil.
Com pouco tempo de TV, os outros candidatos precisaram se desdobrar para aproveitar seu espaço. No caso de PCB e PV, os candidato sequer apareceram. No primeiro, o presidente da legenda é que apresentou a candidatura e o nome de Mauro Iasi só apareceu no final, em assinatura. No do PV, os poucos segundos foram usados para a leitura de uma nota em homenagem a Eduardo Campos, em tela preta. O nome de Eduardo Jorge só apareceu na assinatura.
Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) usaram seu tempo para críticas mais duras ao governo. o candidato do PSTU defendeu o calote na dívida. Levy Fidelix afirmou que via “endireitar o Brasil”. Eymael, com a Constituição nas mãos, prometeu cumprir a Carta Magna. Luciana Genro foi apresentada por Marcelo Yuka e usou imagens das manifestações. Pastor Everaldo foi apresentado por Silas Malafaia, apontou ser contra a legalização das drogas e prometeu entregar à iniciativa privada o máximo de funções, reduzindo o tamanho do Estado.
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