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MG – Suspeito de matar primo de ex-goleiro Bruno é julgado em Belo Horizonte

Começou a ser julgado na tarde desta quarta-feira (20) Alexandre Ângelo de Oliveira, suspeito de matar Sérgio Rosa Sales, primo do ex-goleiro Bruno. O crime aconteceu no bairro Minaslândia, região de Venda Nova, em agosto de 2012, e o motivação seria passional. Na época, familiares da vítima disseram que o assassinato estaria relacionado à morte de Eliza Samudio, da qual Sérgio foi inocentado. No entanto a Polícia Civil descartou essa hipótese.

A sessão é realizada no Primeiro Tribunal do Júri de Belo Horizonte, e é presidida pelo juiz Maurício Leitão Linhares. A promotora é Patrícia Estrela Vasconcelos. A defesa fica a cargo do advogado Ronaldo Lara Júnior. Quatro mulheres e três homens compõem o Conselho de Sentença. Acusação e defesa arrolaram cinco testemunhas. 

Sérgio Rosa Sales
Sérgio Rosa Sales

Ainda na fase de instrução do processo, o réu confessou que atirou em Sérgio, por este ter assediado sua namorada. A namorada de Oliveira, Denilza Cesário da Silva, foi condenada em agosto de 2013 a treze anos de reclusão por participação no crime. 

Versão do réu

Às 16h20, teve início o interrogatório de Alexandre Ângelo de Oliveira. O acusado confirmou os fatos, conforme depoimentos prestados na delegacia, reconhecendo que perseguiu e atirou em Sérgio por questões passionais. Segundo ele, o assédio sexual de Sales contra Denilza, sua namorada, motivou seu ódio, e o fez perder o sono na noite anterior ao crime. Ele confessou que atirou seis vezes na vítima, que teria mostrado as partes íntimas para sua companheira.

Alexandre finalizou, dizendo que não conhecia os envolvidos no Caso Bruno, e afastou a hipótese de “queima de arquivo”. Durante a sessão, uma das juradas passou mal e o julgamento foi temporariamente interrompido para que ela recebesse atendimento. 

Neste intervalo, o advogado Ronaldo Lara Júnior disse à imprensa que o que defesa pretende é que o sentença seja dada da forma mais clara possível. 

No retorno da sessão, o Defensor Público Giovani Manzo, assistente de acusação, iniciou debate e disse que não restam dúvidas de que os casos não têm relação entre si.

Testemunhas

Antes do réu, duas testemunhas depuseram durante o júri.

A primeira delas foi a irmã de Sérgio, considerada informante. Ela disse que não havia presenciado os fatos narrados na denúncia, mas admitiu que conheceu a companheira do acusado e que seu irmão teve relacionamento com ela quando solteira. A testemunha disse ainda que quando Sérgio estava namorando, a mulher continuava a procurar por ele. Ela disse também que Sérgio contou sobre uma mensagem de ameaça recebida.

A segunda testemunha começou seu depoimento dizendo que nunca ouviu dizer que Alexandre teria matado Sérgio por queima de arquivo.

A terceira testemunha é irmão de Sérgio e também é ouvido também como informante. Segundo ele, o comentário no bairro era de que seu irmão havia mostrado os órgãos genitais para a namorada de Alexandre. E que essa atitude teria sido o motivo para o assassinato. No entanto, disse ainda que seu irmão não era dado a mexer com mulheres casadas, e que nunca comentou sobre estar recebendo ameaças.

Advogado de defesa faz perguntas sobre a relação de Sérgio com os envolvidos na morte de Eliza Samudio, principalmente com Macarrão. A testemunha ressaltou o ciúme que Macarrão tinha da amizade entre Bruno e Sérgio.

A testemunha diz que após o Caso Bruno, ele tinha medo de sair de casa, mesmo sem ter comentado sobre qualquer ameaça. O irmão de Sérgio diz ainda não acreditar que a vítima tenha se aproximado da mulher do acusado, mas não faz ideia do real motivo do crime.

Como informante, depõe a irmã de Sérgio, que mora em Ribeirão das Neves. Ela diz que não presenciou os fatos, pois morava em Neves com o marido, e que o que sabe do crime é por ouvir dizer. Ela também não sabe havia atrito entre Sérgio e Macarrão.

A próxima testemunha a depor era namorada de Sérgio na época dos fatos. Para ela, Sérgio morreu devido a seu envolvimento com o Caso Bruno. Ela disse que a vítima evitava Cleiton e Macarrão por terem envolvimento na morte de Elisa, e não por ter medo deles.

As informações são do Portal O Tempo

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