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Brasil – Pedófilo se passa por atriz de Chiquititas para abordar crianças

Atriz Gabriella Saraivah, que interpreta a Tati na novela Chiquititas
Atriz Gabriella Saraivah, que interpreta a Tati na novela Chiquititas

Até que ponto é saudável – ou seguro – o livre acesso de crianças em fase de formação a redes sociais? O questionamento foi levantado após um possível pedófilo se passar por atriz de Chiquititas, novela destinada ao público infantil, para abordar crianças na rede com promessas de que elas também poderiam participar da novela caso se mostrassem na Web cam.

A denúncia foi disseminada por uma mãe que flagrou a conversa da filha de apenas 6 anos com o perfil falso no Facebook, o que já rendeu mais de 7 mil compartilhamentos na rede. Nos registros feitos pela mãe, o perfil pedia a menina que ficasse de pé na câmera, para que ele visse “o tamanho da criança”.

Além disso, na conversa, o suspeito também pedia a criança para que fosse ao quarto, para “fazer o teste” para a novela. O flagra escandalizou a mãe da vítima, e também a mãe da atriz Gabriella Saraivah, que vive a personagem “Tati” no folhetim.

Em resposta à reportagem, a assessoria da atriz informou que está muito triste com a notícia e que irá acionar a polícia nesta quarta-feira (27). Além disso, a página oficial da atriz fez o alerta: “Boa noite pessoal, é com muita tristeza que venho informar que uma criança quase foi vitima de um pedófilo, que tanto eu me esforço pra provar a vocês que eu não tenho perfil de Facebook, que essa é minha única pagina oficial, creio que isso acabe quando meu site entrar no ar, pois os links estarão disponíveis nele, então gostaria de compartilhar com você, o status de uma mãe super preocupada e graças a Deus chegou a tempo de salvar sua filha… Atenção pais, por favor, cuidado! Já acionamos a imprensa e a polícia, mas enquanto isso eu não poderia deixar de alertar”.

A assessoria da atriz também lembrou à reportagem que o perfil oficial da menina é uma página com a opção de curtir, e não de adicionar como amigo. Além disso, o nome dela se escreve com dois “Ls”, e não com um só, como grafou o perfil falso: Gabriela Saraivah.

Na postagem da mãe da vítima, ela também alertou: “Gente, observem se suas filhas andam curtindo algo de Chiquititas. Vejam a abordagem que fizeram a minha filha, e ela ia fazer se eu não estivesse com ela”. Com a mensagem, a mãe colocou também os prints da conversa da filha com o suspeito.

Segurança

Para o coordenador de pós-graduação da Puc Minas, professor Simão pedro Marinho, o caso é questão de segurança pública. “Acredito que coisas assim devem ser tratadas como segurança pública. É preciso haver uma educação em relação a isso no sentido de se mostrar a importância de educar as pessoas para lidar com tecnologia. Nós precisamos de uma educação na internet, ou seja, os pais e a escola, que são os agentes de educação, precisam acompanhar de perto essas crianças e orientar. Mas o Estado também tem que intervir nisto. É possível localizar o IP [espécie de identidade do computador] destes suspeitos. A internet é muito perigosa porque ela pode servir para o bem ou para o mal, ela potencializa tudo”, explicou.

Ainda segundo o professor, o cuidado dos pais tem que ser o mesmo de quando as crianças eram orientadas a não falar com estranhos na rua ou não aceitar doces. “E também sempre tem a possibilidade de se bloquear determinados sites, como as redes sociais, no computador de uma criança tão nova”, informou.

A jornalista Ana Freitas, especialista em redes sociais, cultura e comportamento, além de nômade digital, questiona: “do mesmo jeito que você não deixa seu filho de 7 ou 8 anos atravessar a rua sozinho ou, em um exemplo mais direto, conversar sozinho com um estranho na rua, você também deveria monitorar a atividade dele na internet. É prejudicial porque a criança tão nova não tem discernimento pra identificar quem pode estar fazendo mal pra ela. E isso parece muito óbvio quando cuidamos da criança no mundo físico, então, por que seria diferente no mundo virtual? Precisa acompanhar de perto. Acontece que é mais fácil dar o celular na mão da criança do que ter que lidar com o escândalo que ela vai fazer se você não der, né? E quando você tem um cenário em que nem os pais sabem mexer muito bem com a tecnologia nova, como eles vão dominar pra poder controlar o que a criança mexe ou não?”.

Para a especialista, o acesso de crianças a internet deve ser restrito. “Basicamente, a dica é manter tudo que é inadequado para crianças – redes sociais inclusas – protegido por senha. Já os ambientes que são amigáveis para a criança, como redes sociais infantis (que incluem joguinhos e tudo mais) precisam, ainda assim, serem monitoradas de perto. Alguns sistemas de celular, por exemplo, tem modos especiais para o uso de criança, que bloqueiam palavras chave. E também há softwares que fazem isso no computador. É preciso pesquisar e escolher a melhor opção de acordo com o contexto e o bolso”, esclarece. 

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