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Norte de Minas – Ponte interditada gera revolta em Grão Mogol‏

Há mais de um ano, o agricultor Gentil Esteves de Oliveira, 60 anos, percebeu a deterioração do pilar 3 da ponte sobre o Rio Ventania, no município de Grão Mogol (MG), ponte essa feita pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), como compensação pela construção da Usina Hidrelétrica de Irapé.

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O agricultor mora a “uns 200 metros da ponte”, segundo disse hoje, em entrevista, no Clube dos Garimpeiros, onde participou juntamente a mais de 150 pessoas, da audiência pública sobre a “Interdição da Ponte sobre o Rio Ventania – Transtornos e Prejuízos”.

Em 28 de novembro do ano passado, em ofício ao presidente da Cemig, Djalma Bastos de Moraes, o prefeito de Grão Mogol, Jéferson Augusto de Figueiredo enviou fotos da ponte, alertando: “Como há de se verificar nas fotos, está ocorrendo uma deterioração precoce dos pilares (‘pegões’) da ponte, o que vem nos preocupando”.

BAIXA DO RIO

Segundo disse o agricultor Gentil de Oliveira, a deterioração dos pilares da ponte só pôde ser constatada “com a baixa do rio, por causa da seca”. Foi preciso então interditar a ponte, antes que acontecesse um acidente. A interdição acabou provocando um baita problema socioeconômico, porque as linhas de ônibus regulares deixaram de correr devido à necessidade de um desvio de mais de 80 quilômetros.

Começou, portanto, há mais de um ano, a via crúcis dos moradores das comunidades de Alegre, Tingui, Retiro, Ventania e outras, por causa da interdição da ponte devido a problemas estruturais. Só se pode passar por ela gente humana, animais, motocicletas e bicicletas.

Acontece, entretanto, de condutores de veículos automotores furarem a proibição, correndo risco de provocar um acidente. Muitos dos moradores prejudicados, transtornados e revoltados participaram da audiência pública, que apesar das apreensões do vereador Paulo Tiago – ele não esperava tanta gente – realizou-se dentro da normalidade.

AUDIÊNCIA

A audiência foi solicitada em nome da Comissão de Redação, Justiça e Legislação, da qual ele é presidente, e reuniu todos os envolvidos na questão. A Cemig enviou sete representantes, entre eles, Romildo Dias Moreira Filho, engenheiro civil; e Joelma Antunes Silveira Inácio, técnica da Coordenação.

Participaram o prefeito Jéferson Augusto de Figueiredo; o presidente da Câmara Municipal, Edmundo Martins da Rocha, e todos os vereadores; além do advogado Gleidson Lopes, da Collem Moallem Construtora, responsável pela obra. Ele disse, em entrevista, que “a empresa construiu e entregou a obra à Cemig e a Cemig ao Município; faltou manutenção”.

Romildo dias Moreira Filho, engenheiro da Cemig disse que a empresa “está sensível ao problema” e vem tomando “todas as medidas cabíveis”, mas precisa seguir os trâmites normais desses casos, tendo que se submeter a licitações e outras medidas burocráticas.

BALDE D’ÁGUA

No frigir dos ovos, ele jogou sobre a plateia ávida por uma solução rápida do tormento, um balde de água fria ao dizer que ao final, vencidos todos os procedimentos visando reparar os pilares, principalmente o pilar 3, a ponte só será entregue ao tráfego em dezembro de 2015, o que gerou inquietação dentro do salão.

Tanto o engenheiro Romildo e o advogado da Collem Moallem Construtora disseram que a ponte foi projetada para suportar carga de até 30 toneladas, mas vinha sendo utilizada por veículos mais pesados ainda, contrariando o limite afixado em placa.

O prefeito Jéferson fez circular entre os presentes todos os ofícios enviados e as respostas da Cemig, com o intuito de mostrar que tomou as providências necessárias. Disse que placa nenhuma de limite de carga foi vista na ponte; “nunca”. Segundo ele, “o município é a maior vítima, com alto custo operacional”.

Se nem a Cemig teve recursos humanos e técnicos para mergulhar no rio, emendou o prefeito, a fim de prevenir a deterioração dos pilares, menos condição ainda teria o município de Grão Mogol para prestar serviço de manutenção.

VÍDEO

Antes da fala deles foi passado um vídeo em que os vereadores Antônio Messias de Freitas e Alcir de Oliveira gravaram ao pé da ponte onde estiveram para ouvir os clamores dos moradores. Para Messias, “a ponte foi construída de qualquer jeito”.

Outros vereadores cobraram “uma solução ou algo que amenize o sofrimento do povo”: Aparecida Santa Rosa, Djalma Cardoso de Oliveira, Sandra Rosa de Medeiros Costa e Rosalino Alves de Almeida.

Para o prefeito Jéferson, que não aceitou a sugestão de Joelma Antunes Silveira Inácio, de a Prefeitura bancar um ônibus para os moradores daqui pra lá e a Cemig outro ônibus, de lá para cá, a solução paliativa é a empresa colocar uma balsa, até a ponte ser reparada.

EMERGÊNCIA

Os deputados Felipe Saraiva, federal, e Paulo Guedes, estadual chegaram quase no finalzinho da audiência e combinaram de ir juntos, pessoalmente, ao presidente da Cemig pedir para solucionar o problema, que, pela emergência caracterizada, “dispensa licitação”.

Essa mesma orientação de dispensa de licitação foi reforçada por Diêgo Antônio Braga Fagundes, presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Comarca de grão Mogol.

Por Alberto Sena

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