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MG – Polícia identifica três suspeitos do crime contra policial civil

Dois policiais civis foram vítimas de criminosos ontem na Grande BH. Pela manhã, a investigadora Maria Regina de Almeida, de 48 anos, se preparava para dar início a mais uma semana de trabalho. Levantou cedo, se arrumou, tomou café na companhia dos dois filhos, um adolescente de 15 anos e um rapaz de 21, e saiu. Mas ela não conseguiu ir muito longe. Assim que atravessou com seu carro, um Hyundai HB20 cinza, o portão da garagem do prédio onde morava, na Rua Monte Simplon, Bairro Nova Suíssa, Região Oeste de BH, foi rendida por criminosos armados. Maria Regina foi baleada no peito e no ombro. Ela chegou a ser socorrida, mas já deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste com quadro de parada cardiorrespiratória e morreu minutos depois. Não se sabe se a policial civil, com mais de 24 anos de profissão e a um de se aposentar, reagiu. Pelo menos três suspeitos do crime já teriam sido identificados pela polícia.

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Os filhos da investigadora foram os primeiros a encontrá-la baleada, caída na rua. Quando eles ouviram os disparos correram para ver o que havia ocorrido. Assim que chegaram na entrada do prédio, eles encontraram a mãe sangrando, já inconsciente, caída ao lado da arma dela. Uma viatura do 5º BPM chegou no local em seguida e socorreu a mulher.

Os bandidos já haviam fugido, levando o HB20 e a bolsa da vítima. Entretanto, o carro foi localizado logo após o crime, na entrada do Aglomerado Ventosa, a poucos quilômetros de onde Maria Regina foi baleada. Em menos de meia hora, o local foi tomado por cerca de 50 viaturas das policiais Militar e Civil. Mais de 100 policiais percorreram becos e vielas da favela. A princípio, a polícia trabalha com informações de que pelo menos três homens, traficantes do aglomerado, participaram do latrocínio (roubo seguido de morte). Os três já teriam, inclusive, sido identificados. 

Usando a tecnologia como ferramenta de trabalho, a foto e o histórico criminal de um dos supostos autores – Cláudio Cordeiro dos Santos, de 35, o Piui – foi passada rapidamente para os celulares de todos os policiais (investigadores, subinspetores, inspetores e delegados, soldados, cabos, sargentos, subtenentes, tenentes e capitão) envolvidos na missão de localizar e prender os responsáveis pela morte da investigadora. Helicópteros das duas corporações sobrevoaram o aglomerado, principalmente a mata que fica em um dos extremos da Ventosa, mas até o fechamento desta edição nenhum suspeito havia sido preso. 

O carro da vítima foi periciado ainda no local, onde foi abandonado. Peritos recolheram digitais encontradas no Hyundai HB20 para possível identificação do criminoso que roubou e conduziu o veículo. O delegado Jeferson Botelho Pereira, Superintendente de Investigação e Polícia Judiciária, disse que prisão dos autores é uma questão de tempo, que todos os colegas estão empenhados e que ninguém vai descansar enquanto não prenderem os responsáveis. “Já está sendo investigado como foi a dinâmica do crime, se a Maria Regina reagiu. As informações primárias é de que havia um veículo na cobertura e apenas um rendeu e baleou a investigadora. O estado nesse caso também é vítima. Por isso, a necessidade de termos uma resposta imediata”, disse o policial.

CONTAGEM
 Enquanto ocorriam as buscas no aglomerado do Ventosa, em Contagem, na Grande BH, um outro policial civil foi alvo de criminosos. O subinspetor Paulo César Oliveira Mendes, de 47, o Paulão, do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), tomou um tiro no rosto, durante o cumprimento de mandado de prisão de Peterson Mateus Silva Bastos, de 19, morador da Rua Maria Bitencourt, no Bairro Tijuca. Paulão reforçava a equipe do Delegado Delmes Rodrigues, da Homicídios Nordeste. Ele e os colegas foram recebidos a tiros por Silva e o comparsa Wagner Júnior Pereira Batista, de 20, o Gambá, também foragido da Justiça.

Houve uma intensa troca de tiros no endereço. Além de Paulão, Peterson Silva Bastos também foi baleado, tomou um tiro no pescoço e no braço e foi socorrido pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros, para o HPS da capital. Gambá foi preso e, na casa onde ele estava com o comparsa, os investigadores encontraram uma barra de crack.

O delegado Wagner Pinto, chefe do DIHPP, disse ontem à tarde, que Silva é acusado da morte de Yago Ribeiro dos Santos, cometida em 2013, além de atuar no tráfico de drogas, assim como Gambá. “Trata-se de criminosos de alta periculosidade. O Peterson tem, inclusive, uma tatuagem acima do olho esquerdo, com o número 121, que é referente ao código penal para o crime de homicídio, e tem o desenho grande de um de palhaço no braço, o que, no mundo do crime, se refere a matadores de policiais”, informou o delegado.

Para o delegado Wagner Pinto a violência está exorbitante e há uma necessidade emergencial na mudança da leis que tratam os crimes no país. Ele defendeu penas mais rígidas e revisão do estatuto do armamento.

 

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