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MG – Polícia investiga fraude em boletos bancários

A Delegacia de Crimes Cibernéticos tenta identificar golpistas que utilizam de fraude em boletos bancários para lesar correntistas.  De acordo com a Polícia Civil, os estelionatários usam um programa rastreador, que muda os dados do código de barra do boleto. A sequência de números, é a chave para que os criminosos desviem o dinheiro para contas fraudulentas. 
 
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As vítimas escolhidas, segundo o delegado César Duarte Matoso, são aquelas que precisam utilizar a web para retirar a segunda via de boletos de pagamento. “Essas pessoas entram no site de compras ou bancários, solicitam outro boleto e acabam tendo os dados do código de barras alterados. Sem perceber efetuam o pagamento em outra agência diferente da original”, explicou. 

 
Em uma semana, a delegacia especializada registrou mais de 11 ocorrências a respeito do caso, uma média de duas por dia. “São vítimas que descobriram a fraude depois que foram novamente cobradas pelos seus credores. Quando conferem os dados dos boletos pagos é que as pessoas descobrem que era uma fraude”, disse a delegada Paloma Boson Kairala. Os prejuízos variam de R$ 80 a R$ 9.000, somados podem chegar a R$ 25 mil.
 
O empresário Maximiliano Machado Hermeto, de 35 anos, contabiliza os prejuízos causados pelo golpe. Ele emitiu boletos bancários para pagamentos de clientes, que acabaram sendo fraudados. “Percebi que cai no golpe quando meus clientes enviaram o comprovante de pagamento. Quando verifiquei o código de barra percebi que havia tomado prejuízo de R$ 5.000”, contou. 
 
A polícia já identificou as contas em que os valores são depositados e quem são os laranjas que participam da quadrilha, ou emprestando a conta-corrente ou abrindo contas com documentos falsos. A delegacia investiga ainda de onde parte o vírus que altera dados cadastrais 
 
A universitária Maria Eliza Santana, de 30 anos, não sabe o que fazer para pagar  faculdade. Ela solicitou um novo documento pelo site da agência bancária e teve um prejuízo de R$7.000. “Fiquei surpresa quando a universidade disse que ainda estava inadimplente. Agora não sei como vou conseguir esse dinheiro de volta”, disse. 
 
Para evitar o crime, a polícia pede que as pessoas que utilizam a internet para emissão de boletos confira todos os dados do documento antes de efetuarem o pagamento, principalmente os três primeiros números do código de barras. “Esses números é que irão indicar se o documento corresponde de fato a agência que gerou a fatura, assim evitam o prejuízo”, disse Matoso. 
 
Quem for vítima do crime deve procurar uma delegacia da Polícia Civil com os boletos bancários falso e original para registro de ocorrência. 
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