Inicio » Colunistas » Coluna – A vida que se esvai

Coluna – A vida que se esvai

É imanente da fase florida da adolescência, a busca por experiências novas e sensações ainda inexploradas. Neste particular considero importante a informação aos riscos relacionados ao consumo do álcool e ao uso indiscriminado de substâncias ainda que lícitas. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente, proíba a venda de qualquer tipo de bebida alcoólica para menores de 18 anos; entre os jovens de 12 a 17 anos a taxa de usuários é preocupante, e a de dependentes de álcool é alarmante.

esgoto2Por outro lado a “ análise toxicológica” para verificação do consumo de drogas, vem sendo utilizada no meio profissional esportivo e no auxílio e acompanhamento da recuperação de usuários em clínicas de tratamento. Há testes disponíveis para a detecção de diversos tipos de substâncias psicoativas. Portanto, analisar a urina em busca de metabólitos das drogas é um dos métodos para se constatar a evidência de seu consumo e mais um indicativo de sua ação.

A prática demonstra que o período de duração da detectabilidade das drogas varia de acordo com a freqüência e intensidade do uso das mesmas No que tange a cocaína retrata-se que ela é um alcalóide presente nas folhas da coca que funciona como um potente estimulante do sistema nervoso central, mantendo o estado de alerta e euforia. Possui efeito semelhante ao da anfetamina, porém com duração mais curta. A cocaína produz dois metabólitos inativos: a metilesterecgonina e a benzoilecgonina – esta última, o principal produto encontrado na urina. Interessante lembrar que a cocaína deriva da folha do arbusto da “coca” (Erythroxylon Coca) do qual existem variedades como a boliviana (huanaco), a colombiana (novagranatense) ou a peruana (truiilense).

A droga pode transmitir uma falsa e passageira sensação de prazer que gradativamente vai se transformando em dor, sofrimento e infelicidade. É extremamente comum induzir a pessoa a perder a sua dignidade e seu amor próprio. Quando isso acontece, restam como conseqüência freqüente o cárcere, ou ainda, vez por outra, uma internação em hospital psiquiátrico. E Esta situação está praticamente batendo a nossa porta Em um estudo recente, com dados coletados no Distrito Federal, inferimos que resguardadas, as devidas projeções, o consumo de cocaína naquela localidade anualmente é próximo de 700 kg. Essa informação foi vista a partir da análise da benzoilecgonina que é secretada pelo organismo dos usuários. Por derradeiro,é fato que considerável parcela da cocaína entra no organismo e se transforma ou é convertida na substância sobredita. Na análise mede-se a concentração dela, no esgoto. Pergunto: qual seria o número apontado por este estudo, em Montes Claros?

Por Rosildo Barcellos

Rosildo Barcellos
Rosildo Barcellos
------------------------------------------------------------------------

Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o site do Jornal Montes Claros


------------------------------------------------------------------------

------------------------------------------------------------------------

Leia Também

Jerusia Arruda

Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

Compartilhar no WhatsApp* Por: Jornal Montes Claros - 5 de dezembro de 2016.Coluna da Jerusia …


Aviso: nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeituosas e construtivas. O espaço abaixo é destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão, de maneira nenhuma, tolerados, e nos damos o direito de excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, calunioso, preconceituoso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem um nome completo e email válido).