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Norte de Minas – Exploração de gás natural na Bacia do São Francisco perde fôlego

A falta de investidores, aliada ao déficit tecnoló-gico do setor no país, resultou em perda de fôlego na corrida pelo gás natural na Bacia do São Francisco. Dos 43 blocos exploratórios concedidos em três rodadas de licitação da Agência Nacional de Petróleo (ANP), 13 deles, ou 30,2% do total, já foram devolvidos ao governo, sendo nove deles no ano passado, de acordo com a agência reguladora. “O nó é financeiro”, disse o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que tem participação em quatro blocos exploratórios, Djalma Bastos de Morais.

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“O que falta é um investidor forte. O grande nó é financeiro. Ele pode achar gás, mas comercialmente ele tem que ter certeza. Para isso precisa de um quantitativo de furos que exige muito investimento. A Cemig tem outras prioridades”, afirmou Morais.

Petra, Cisco, Shell, Orteng, Imetame e Cemes permanecem como operadores de áreas na região e seguem com prospecções de gás natural e perfurações na Bacia do São Francisco. A Petrobras devolveu sete blocos e não tem mais atividade na região. No caso da petrolífera Shell, que esteve presente com cinco blocos, permanece apenas com um, e com perspectivas pouco animadoras, conforme informou a empresa, em nota.

“A Shell é operadora em um bloco de exploração na bacia do São Francisco, o SF-T-81 (Shell 60%, Vale 40%). A companhia concluiu em setembro de 2013 a perfuração do primeiro poço exploratório na região. Este poço não produziu resultados que justificassem, de imediato, o desenvolvimento do bloco. O consórcio está reavaliando o levantamento sísmico da área em função do resultado deste primeiro poço, a fim de decidir seus próximos passos.”

A fluminense Petra Energia é a empresa com maior números de áreas de exploração arrematadas. De um total de 25 blocos, a companhia devolveu dois e permanece com outros 23, todos com 100% de participação. A ANP informou que todos os operadores de blocos exploratórios cumpriram os prazos estabelecidos junto a agência, mesmo que alguns tenham acordado prorrogação.

Em 27 de agosto de 2010, o consórcio Cebasf, liderado pela Orteng e com participação do governo de Minas Gerais, anunciou a descoberta de gás natural no município de Morada Nova de Minas, a 280 quilômetros de Belo Horizonte. A empresa permanece na área realizando estudos, mas apesar da euforia inicial, ainda não declarou a viabilidade comercial da jazida.

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