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Motor – Honda City é reformulado

Algumas pessoas não sabem, mas o City é descendente direto do Fit. Como o compacto ganhou uma nova geração neste ano, nada mais natural que o mesmo ocorra também com o sedã. A carroceria, inteiramente nova, ficou mais rebuscada, com a presença de vincos na lataria e lanternas recortadas. O habitáculo também é novo e ficou mais espaçoso, em decorrência do aumento das dimensões externas do veículo: a distância entre eixos agora é de 2,60 m, ao passo que o comprimento chegou a 4,45 m. A Honda garante que essa espichada permitiu maiores vãos para cabeças, ombros e pernas dos ocupantes. A área destinada aos joelhos dos passageiros do banco traseiro foi a mais favorecida, com um crescimento de 7 cm.

Motor - Honda City é reformulado
Motor – Honda City é reformulado

Versões e preços

A linha 2015 do Honda City chega em quatro versões. A de entrada é a DX, que, por R$ 53,9 mil, traz o “básico”: travas e vidros elétricos, rádio CD/MP3 Player, ar-condicionado e direção elétrica, além de ABS e airbags frontais. Logo acima, a LX custa R$ 62,9 mil e acrescenta rodas de liga leve aro 16, retrovisores elétricos, grade dianteira e friso traseiro cromados e banco traseiro bipartido com descansa-braço. A configuração seguinte, EX, tem preço de R$ 66.700 e inclui na lista maçanetas cromadas, retrovisores com repetidores de seta, faróis de neblina, volante multifuncional, controlador de velocidade, sistema multimídia com oito alto-falantes, tela de cinco polegadas, bluetooth e câmera de ré, chave do tipo canivete e ar-condicionado digital com comandos em tela sensível ao toque. Por fim, a top de linha EXL, que sai por R$ 69,9 mil, inclui no pacote bancos revestidos em couro com descansa-braço dianteiro e dois airbags laterais.

O Honda City continua utilizando a mesma mecânica do Fit. O propulsor 1.5 utilizado nos dois modelos traz como principal novidade a utilização de um sistema de partida a frio sem reservatório de gasolina. Houve um discreto aumento no torque máximo. Dotado de quatro cilindros e 16 válvulas com comando variável I-Vtec, que ajuda a otimizar o desempenho em todas as faixas de rotação, o motor 1.5 passou ainda por uma elevação na taxa de compressão e por uma redução de atrito entre as partes móveis. A Honda não divulgou números de consumo, mas afirma que a nova geração é mais econômica que a anterior.

O City não teve mudanças na suspensão e manteve as do tipo McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, e o sistema teve a geometria reprojetada e ganhou novas buchas, mas continua firme. Já a direção continua com assistência elétrica, mas ficou com uma relação mais direta. Já os freios traseiros continuam utilizando tambores em vez de discos.

A maior novidade mecânica é, sem dúvida, a estreia do câmbio automático do tipo CVT, similar ao do novo Fit, porém com a vantagem de trazer abas atrás do volante para trocas de marchas sequencialmente, mas apenas nas versões EX e EXL (a DX vem com uma caixa manual de cinco marchas, enquanto a LX opera unicamente em modo automático). Nesse caso, o software da transmissão simula sete velocidades.

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Impressões

Quem entra no City logo nota que ele realmente parece ter ficado maior. A Honda afirma que, em espaço, ele assemelha-se aos modelos médios (apesar das medidas externas generosas, o fabricante classifica-o como compacto). Em termos de acabamento, porém, ele não chega a rivalizar com os modelos maiores. O padrão é semelhante ao do Fit, com plásticos bem-montados, porém rígidos.

Em movimento, o City realmente mostra evolução em relação à antiga geração. A maior novidade, sem dúvida, é o câmbio CVT, que consegue aproveitar ao máximo o curto fôlego do motor 1.5. As respostas ao acelerador são sempre imediatas. No modo Sport, o propulsor trabalha em rotações mais altas, para priorizar o desempenho, e o motorista ainda pode se divertir utilizando as borboletas no volante para operar as sete marchas virtuais do sistema. Em algumas situações, porém, como em subidas e ultrapassagens em alta velocidade, é preciso pisar fundo para obter o desempenho esperado, deixando claras as limitações do bloco de baixa cilindrada.

A suspensão continua com calibragem firme, mas não chega a ser desconfortável. O nível de ruídos a bordo é baixo, o que também contribui para manter uma atmosfera agradável no habitáculo. Já o motorista acomoda-se em um posto de comando ergonômico, mas o volante poderia ter uma pegada melhor: muito fino, acaba cansando as mãos com o passar do tempo.

Mercado

Honda não informou a expectativa exata de vendas do modelo, apenas que a nova geração do City deverá emplacar mais unidades que a atual. No fim deste mês, o modelo deverá alcançar a marca de 150 mil unidades produzidas no Brasil, a contar desde a nacionalização, em 2009. As versões com maior saída deverão ser a top EXL e a intermediária LX.

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