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Perdendo a vergonha de ir ao sex shop

Depois de passar em frente a uma loja por três vezes para se certificar de que não havia nenhum cliente, a engenheira Camila* entrou pela primeira vez em um sex shop. Aos 27 anos, ela deixou a vergonha de lado e foi conhecer o que havia por trás daquela vitrine com lingeries sensuais, deixando de fazer parte do universo de 83% dos brasileiros que nunca consumiram produtos eróticos.

No Brasil, as mulheres representam 70% dos clientes de lojas de artigos eróticos
No Brasil, as mulheres representam 70% dos clientes de lojas de artigos eróticos

Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), na hora de procurar algo que incremente a relação sexual, as mulheres representam 70% dos clientes de lojas de artigos eróticos, das quais 43,20% têm idade entre 18 e 25 anos, 36,30% têm entre 26 e 35 anos e 20,50%, mais de 35.

Apesar de não ter comprado nenhum produto naquele dia, já que foi apenas “para matar a curiosidade”, Camila voltou uma semana depois e comprou baralho erótico, canetinha para escrever no corpo sabor menta e calcinha comestível. “O melhor é a cara de surpresa que o parceiro faz quando vê que você preparou algo a mais para aquela noite”, lembra a engenheira.

Proprietária da loja Lolita Lingerie, que vende produtos eróticos há quase cinco anos no Recife, Evellyn Almeida explica que a capital pernambucana ainda é muito cheia de pudor, vergonha e preconceito quando o assunto é produtos eróticos. “Tem gente que toca a campanhia, depois não tem coragem de entrar e sai correndo”, disse a vendedora da loja, Manuela Xavier.

Depois de ultrapassadas essas barreiras, os resultados são sempre bem vindos para a relação, acrescenta Evellyn. “Meu namorado adorou a surpresa e me motivou a ir sempre comprar novidades. Gostou tanto que passamos a ir juntos”, afirmou a gestora em marketing, Ana*, 29. Na estreia no sex shop, aos 19, ela foi com uma amiga e comprou fantasia, lingerie sexy e camisinha com sabores.

tabela-mulheresAssim como Ana, muitas mulheres preferem conhecer uma loja de produtos eróticos e sensuais com uma amiga, outras, porém, optam por ir sozinhas. Foi o caso da estudante de medicina Marta* que, aos 20 anos, sentiu “necessidade de inovar o sexo e promover mais prazer ao parceiro”. Ela comprou óleo que esquenta para usar no sexo oral. “Foi interessante, mas o efeito não foi tão intenso quanto desejado”, confessou.

Camila, Ana e Marta estão dentro do perfil das mulheres consumidoras desse tipo de produto, de acordo com a Abeme. São de classe média, com renda entre R$ 1.500 e R$ 2.800. Isso acontece porque os produtos eróticos não são dos mais baratos. Na Lolita, os preços variam de R$ 10 (gel e lubrificante que esquenta a pele) a R$ 215 (vibrador).

Como não são produtos que a pessoa compra toda semana, é sempre bom uma surpresa de vez em quando entre quatro paredes para potencializar o prazer daquilo que, por natureza, já é bom. Quem nunca teve fantasia sexual que atire a primeira camisinha.

* Os nomes das personagens foram alterados a pedido das mesmas

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