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África – Serra Leoa adota novas medidas contra Ebola antes de reunião da ONU

Serra Leoa decidiu colocar em quarentena novos distritos para conter o Ebola, menos de uma semana depois de terminado o confinamento de sua população e a algumas horas de a ONU analisar esta epidemia que castiga a África ocidental.

África - Serra Leoa adota novas medidas contra Ebola antes de reunião da ONU
África – Serra Leoa adota novas medidas contra Ebola antes de reunião da ONU

A febre hemorrágica, altamente contagiosa, matou 2.917 pessoas em 6.263 casos, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 21 de setembro.

O presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, anunciou, em mensagem transmitida pela televisão na noite de quarta-feira, a implementação da quarentena em três distritos e 12 localidades tribais onde vive 1,2 milhão de pessoas, em um país que se encontra em estado de emergência sanitária desde agosto.

“Os distritos de Port Loko (norte), Bombali (norte) e Moyamba (sul) entram em quarentena com efeito imediato”, afirmou Koroma, sem determinar durante quanto tempo.

“O isolamento dos distritos (…) realmente traz dificuldades importantes, mas a vida de todos e a sobrevivência do nosso país têm prioridade sobre estas dificuldades”, disse Koroma.

Isto eleva a cinco – de um total de 14 – o número de distritos do país com restrições de circulação, dos dois – Kenema e Kailahun, no leste – que estavam em quarentena desde agosto, o que representa mais de um terço da população.

Os cerca de seis milhões de habitantes do país já tinham sido submetidos a um confinamento entre os dias 17 e 19 de setembro, três dias durante os quais mais de 28 mil voluntários levaram uma campanha de conscientização de porta em porta, segundo as autoridades, que disseram ter recuperado 90 corpos e identificado mais de 200 casos suspeitos do Ebola em todo o território.

Com 597 mortos de 1.940 casos, Serra Leoa é um dos três países mais afetados pela epidemia de Ebola, ao lado de Libéria (1.677 mortos entre 3.280 casos) e Guiné (635 mortos entre 1.022 casos), na epidemia mais grave da história deste vírus, desde que foi identificado em 1976.

Na Nigéria, onde desde julho morreram oito pessoas de 20 casos detectados, não foi registrado nenhum novo caso desde 8 de setembro.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, afirmou nesta quarta-feira, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que a Nigéria “não está mais afetada pelo Ebola”.

Para declarar o fim da epidemia de Ebola, é necessário, no entanto, que passem 42 dias sem o registro de novos casos de contágio, ou seja, o que corresponde a duas vezes o período de incubação máxima do vírus.

Assim como Jonathan, seu colega guineano, Alpha Condé, foi para Nova York, onde nesta quinta-feira começa uma reunião às 15H00 GMT sobre a luta contra o Ebola na África ocidental, presidida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Já o dirigente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, e a da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, acompanharão a reunião por videoconferência em seus países.

Em 18 de setembro, o Conselho de Segurança da ONU qualificou a epidemia de “ameaça para a paz e a segurança internacionais”, algo inédito para uma emergência sanitária.

A OMS advertiu na terça-feira que a epidemia seguia um crescimento “explosivo” e que 20.000 pessoas podiam se contaminar até novembro a menos que se faça um reforço espetacular dos meios para combatê-la.

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