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Brasil – Lula diz não saber de convite para depor

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nessa quarta-feira (24), após sair de comício em Santo André, na Grande São Paulo, que não recebeu convite para depor à Polícia Federal em um dos inquéritos complementares do mensalão. Ao ser questionado pela reportagem se iria prestar o depoimento, respondeu: “Quando eu for convidado, meu amor. Eu não recebi nada.”

Investigação foi aberta a pedido do Ministério Público Federal com base em denúncia do operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza
Investigação foi aberta a pedido do Ministério Público Federal com base em denúncia do operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza

Lula participou de dois comícios do candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha. À noite, o ex-presidente disse estar “tranquilo”, mas viu conotação política na divulgação do caso. “Certamente, o objetivo de quem manda vocês fazerem a pergunta para mim é eleitoral. O que não é o comportamento da Polícia Federal”, afirmou. “Quando você quer fazer uma investigação séria, você não se preocupa com o período eleitoral. Não tem data, não tem limite, não tem eleição. Eu estou tranquilo.”

A tentativa dos federais de ouvir Lula foi noticiada ontem. Há sete meses, policiais tentam ouvir o ex-presidente no inquérito que investiga a suspeita de repasses ilegais da Portugal Telecom ao PT. Lula ironizou a situação: “É a primeira vez que alguém é convidado pela imprensa.” Havia previsão de que o depoimento ocorresse hoje em Brasília. Mas Lula não vai aparecer, segundo Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula. “Depois da eleição, talvez”, afirmou. Como ex-presidente, o petista tem prerrogativa de negociar quando será ouvido pelos policiais.

A investigação foi aberta a pedido do Ministério Público Federal com base em denúncia do operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza. Em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República em 2012, Valério acusou o petista de intermediar pagamento de R$ 7 milhões da telefônica ao PT. O objetivo seria pagar dívidas de campanha. O conteúdo do depoimento foi revelado pelo Estado em 11 de dezembro daquele ano. Lula não é alvo da investigação em andamento. A ideia da PF é ouvi-lo como testemunha.

O ex-presidente é o principal cabo eleitoral de Dilma e Padilha. Nos últimos dois dias, Lula percorreu três cidades para pedir votos aos petistas. Ontem, foi a Mauá e Santo André; na terça, a Guarulhos. Todas são administradas pelo PT. A ideia é reforçar o voto petista no Estado em que Dilma tem alta rejeição e Padilha não decola nas pesquisas.

Em Mauá, Lula disse que o povo “tem obrigação moral” de reeleger Dilma e que é “companheiro” de todos os candidatos. “Quem está falando aqui é um companheiro de Aécio e um companheiro de partido de Marina”, afirmou. O ex-presidente disse que, à exceção do tucano e “daquele baixinho do aerotrem, todos foram do PT”. Lula também contou ter sido abordado por um eleitor que disse que Marina o ama. O petista respondeu que também ama a ex-ministra, mas eleição não se resolve com amor. “Se fosse assim, eu escolhia a Marisa.” 

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