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Eleições 2014 – Número de abstenção e votos brancos e nulos cresce em relação às eleições de 2010

Apesar de o voto ser obrigatório no Brasil, um em cada cinco brasileiros não compareceu às urnas no último domingo, resultando em 19,39% de abstenção. Em comparação com as eleições de 2010, houve um aumento de 1,27% na ausência dos eleitores na votação para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Assim como a abstenção, o número de votos brancos e nulos, que não são contabilizados como votos válidos, também cresceu: 9,64% em 2014, 1% a mais que o último pleito.
Se consideradas as regiões do país, o Nordeste é o grande campeão em votos brancos e nulos e em abstenção
Se consideradas as regiões do país, o Nordeste é o grande campeão em votos brancos e nulos e em abstenção

Em Pernambuco ocorreu o contrário do que no Brasil. Em 2010, 19,41% dos eleitores não votaram, contra os 16,52% do primeiro turno deste ano. Se consideradas as regiões, o Nordeste é o grande campeão em votos brancos e nulos e em abstenção. O estado em que menos eleitores foram às urnas foi o Maranhão (23,63%), seguido da Bahia (23,19%). Em relação aos votos brancos e nulos, o Rio Grande do Norte (23,34%) lidera a lista, seguido de Alagoas (20,3%) e Sergipe (18,96%).

Para o cientista político Túlio Velho Barreto, várias são as razões pelas quais houve um aumento da abstenção e dos votos brancos e nulos, mas o número está dentro do esperado. “Em primeiro lugar, o crescimento do número de eleitores pode ter ocasionado isto. Outra razão é a punição branda para aquelas pessoas que não vão votar”, disse. Segundo ele, se for levada em consideração a onda de protestos ocorrida no ano passado, o número de abstenção não é alto.
“Podemos observar que as pessoas optaram por representar seu protesto a partir da escolha de um novo partido, de um novo candidato, ao invés dos mais tradicionais ou até mesmo do voto branco ou nulo”, explica. Ainda conforme Túlio, o crescimento dos votos brancos e nulos só pode ser consderado preocupante se pensado a longo prazo. “Mas de certa maneira, o número ficou dentro do patamar histórico. O que chama atenção mesmo é que quase 30% do eleitorado ou se absteve, ou votou branco ou nulo”, acrescentou.
Em relação à liderança dos estados do Nordeste, o cientista político acredita que se deva, nos casos do Maranhão e da Bahia, a características específicas. “No Maranhão nós temos o domínio de uma oligarquia que pode dar à política um aspecto negativo, principalmente para os eleitores mais jovens. Já na Bahia temos muitos municípios separados e longíquos, que talvez justifique essa grande abstenção”, afirmou.
Os eleitores que optaram por não votar no primeiro turno das eleições devem justificar a sua ausência até dezembro deste ano ou podem optar por pagar multa (que varia de R$ 1,05 a R$ 35,14), bastando se dirigir ao cartório eleitoral mais próximo portando o seu título de eleitor. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aqueles eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno poderão votar no segundo. Além do pagamento da multa, as pessoas que não estão em dia com a Justiça Eleitoral são impedidas de tirar passaporte e carteira de identidade e não podem participar de concursos públicos.
De acordo com Túlio, é difícil prever se haverá ou não o aumento de abstenção no segundo turno, dependendo de como vão se distribuir os votos dos eleitores que optaram por Marina Silva (PSB). “A gente não pode deixar de considerar que alguns estados não vão ter segundo turno para governador, como em Minas, então é possível que se amplie o número de abstenção”, completou.
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