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Europa – Cachorro de espanhola com ebola é levado para sacrifício

Dezenas de pessoas se reuniram em frente ao edifício onde mora a auxiliar de enfermagem infectada por ebola em Alcorcón, na Espanha, nesta quarta-feira (8), para impedir que seu cachorro fosse levado para ser sacrificado.

Governo espanhol determinou o sacrifício do cachorro Excalibur por entender que ele representa um possível risco de transmissão do ebola
Governo espanhol determinou o sacrifício do cachorro Excalibur por entender que ele representa um possível risco de transmissão do ebola

A multidão tentou bloquear o portão, mas não conseguiu impedir que o cachorro Excalibur fosse levado por um carro dos bombeiros nesta manhã.

Teresa Romero Ramos, de 40 anos, é a primeira pessoa a se contaminar com o vírus fora da África. Ela tratou dois missionários espanhóis que contraíram o vírus em Serra Leoa e na Libéria no Hospital Carlos 3º, em Madri.

Na terça (7), o governo de Madrid ordenou o sacrifício do cachorro por entender que ele “representa um possível risco de transmissão da doença ao homem”, já que vivia em contato próximo com a paciente. Um juiz autorizou nesta quarta (8) as autoridades de saúde a entrarem no prédio e levarem o cachorro para o sacrifício.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Madri explicou que, segundo a informação científica disponível, “existem dados que confirmam a descobertas de cachorros com anticorpos positivos do vírus ebola”, por isso, estes animais “podem sofrer um processo de infecção, mesmo que não apresentem sintomas.

O marido da auxiliar, Javier Limón, que está internado em isolamento pela suspeita de estar contaminado, gravou um vídeo pedindo que não sacrificassem o cachorro. Uma petição para que Excalibur não seja morto publicada na internet na terça conseguiu quase 300 mil assinaturas em poucas horas.

Uma das reivindicações é que o cão seja colocado em quarentena ou isolamento, para que seja comprovado o contágio pelo vírus, antes de realizar o sacrifício.

Isolados

Seis pessoas, incluindo a auxiliar e seu marido, estão internadas em isolamento, segundo o jornal espanhol “El País”. Duas enfermeiras que também trataram dos missionários espanhóis foram internadas com sintomas de febre. Além disso, uma terceira enfermeira cujo segundo teste deu negativo para o vírus foi posta em quarentena.

Está internado ainda um engenheiro espanhol que trabalhava na Nigéria. Seu primeiro exame de ebola deu resultado negativo e, nesta quarta-feira (8), deve fazer outro para confirmar que não está infectado.

Além disso, são mantidas em vigilância 22 pessoas com quem Teresa teve contato -familiares e a equipe médica que a tratou no Hospital de Alcorcón- e 30 profissionais do Hospital Carlos 3º, onde foram tratados os dois missionários.

Teresa havia saído em férias em Madri depois da morte do padre Manuel García Viejo em 25 de setembro, mas só começou a se sentir mal cinco dias depois. Segundo seu sindicato, ela pediu três vezes para ser submetida a testes antes de a infecção ser finalmente confirmada em 6 de outubro.

Folhapress
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