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Saúde – Câncer de mama e o diagnóstico precoce

As estatísticas parecem cruéis ao nos apresentar números tão elevados sobre a doença, como, por exemplo, 57.120 novos casos previstos para 2014. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

Dr. Augusto Gonçalves dos Santos Filho – Radiologista especializado em mama, tireoide e biópsias dirigidas
Dr. Augusto Gonçalves dos Santos Filho – Radiologista especializado em mama, tireoide e biópsias dirigidas

Campanhas de nível mundial, como o outubro rosa têm ajudado a conscientizar a população para a importância da prevenção, mas ainda há um longo caminho a percorrer. De acordo com o Dr. Augusto Gonçalves Santos, radiologista especializado em mama, tireoide e biópsias dirigidas, a grande preocupação da classe médica é lembrar à obrigatoriedade do exame anual, independentemente de ter ou não fatores de risco, afirma.

Cada vez mais, os cuidados para obter diagnósticos precisos e eficiência no tratamento são discutidos em grupos de estudos, mantendo o assunto sempre em pauta, na expectativa de diminuir as estatísticas.

Mamografia – Quando fazer?

O Dr. Augusto acompanha uma equipe de estudos, especializado em imagens médicas, e alerta, “a mamografia digital é capaz de diagnosticar o câncer de mama três vezes antes do nódulo ser perceptível na palpação, o que justifica a campanha mundial do outubro rosa, uma vez que não basta apenas a ultrassonografia. Aliás, ultrassom, mamografia e ressonância da mama são exames que se complementam para a excelência no diagnóstico.

O pedido médico para mamografia, seja ela diagnóstica (quando já existe sintoma) ou de triagem (preventiva), vai depender de alguns fatores como alto risco, histórico familiar, casos na família antes da menopausa e outros. Ainda de acordo com o Dr. Paulo de Tarso, existe um embate entre a opinião de alguns médicos e a Sociedade de Mastologia. A instituição recomenda a mamografia a partir dos 40 anos, mas, para o médico, se existe um fator de alto risco, essa regra precisa ser avaliada. Dr. Paulo e Dr. Augusto compactuam da mesma opinião, e exemplificam – se a mãe teve câncer de mama, o ideal é que a filha faça o exame 10 anos antes da idade em que a mãe foi diagnosticada.

Segundo o Dr. Paulo de Tarso, mastologista há 26 anos, e há 17 anos atuando em Montes Claros, o Brasil está muito bem quanto a tecnologia, assistência e imagem ao que se refere ao tratamento de câncer de mama, mas, “apesar de ter melhorado, ainda existe um espaço muito grande entre o serviço público e privado”, diz o médico.

Vale lembrar que a mamografia é o único exame que vai detectar o câncer de mama ainda no início, e assim, propiciar um tratamento que leve à cura. Cuidados como autoexame e ultrassonografia devem ser paralelos ao acompanhamento médico e não são decisivos para um diagnóstico precoce.

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