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Eleições 2014 – Lula e Dilma sabiam de corrupção, diz revista ‘Veja’

O doleiro Alberto Youssef, preso desde março em Curitiba, teria dito em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula tinham conhecimento do esquema de desvio de recursos na Petrobras, de acordo com reportagem publicada pela revista “Veja”.

Capa da revista "Veja" com denúncia contra Dilma e Lula no caso da Petrobras.
Capa da revista “Veja” com denúncia contra Dilma e Lula no caso da Petrobras.

Segundo a revista, o doleiro – que fez um acordo de delação premiada com as autoridades para tentar reduzir as penas a que está sujeito pela participação no esquema- disse na terça-feira ao delegado que presidia o interrogatório que o Planalto sabia de tudo que acontecia na estatal. “Mas quem no Planalto?”, teria perguntado o delegado, de acordo com o relato da revista. “Lula e Dilma”, teria respondido Youssef.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, havia revelado em depoimento ao Judiciário que 3% do valor dos contratos da estatal com empreiteiras eram divididos entre o PT, o PMDB e o PP -partidos responsáveis pelas indicações dos membros da diretoria.

Antonio Figueiredo Bastos, advogado de  Youssef, disse que, embora o doleito tenha prestado depoimento na Polícia Federal nessa terça-feira (21), nem ele nem sua equipe têm conhecimento sobre a denúncia. “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou durante entrevista ao jornal ‘O Globo’. Figueiredo também disse não poder confirar ou negar o teor da denúncia da revista, já que não teve acesso a cópia do depoimento feito a DF.

No dia 16 de outubro, a Folha de S.Paulo revelou que o ex-diretor da Petrobras citou o senador Sérgio Guerra, morto em março deste ano, no seu acordo de delação premiada (esse já homologado, ao contrário do de Youssef) como beneficiário de propina para esvaziar a CPI da Petrobras, no final de 2009. À época, Guerra era presidente do PSDB.

A CPI da Petrobras começou e julho de 2009 e acabou em dezembro sem comprovar nenhuma das suspeitas de desvios e superfaturamento que surgiram quando a comissão foi instalada, em março daquele ano. Guerra (PSDB-PE) e outro senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR) deixaram a CPI no final de outubro dizendo que o rolo compressor do governo barrava investigações sérias.

Segundo Costa, o então presidente do PSDB recebeu R$ 10 milhões para usar na campanha eleitoral para deputado federal em 2010. O tucano foi eleito como o sexto mais votado em Pernambuco.

Em setembro deste ano, a revista Veja foi condenada de forma unanime pelo TSE a conceder direito de resposta ao Partido dos trabalhadores, devido a reportagem  “O PT sob chantagem”, que também tratava das denúncias referentes ao escândalo da Petrobras. O relator do caso no TSE questionou o fato da revista não apresentar qualquer elemento que comprovasse as acusações. Na ocasião, o advogado do partido, Gustavo Severo destacou o fato de que em momento algum a matéria deixou margem para a dúvida sobre a veracidade da denúncia, que foi tratada como “verdade absoluta”.

Com Folhapress
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