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Norte de Minas – ‘Operação Pipa 2014’ desagrada prefeitos do Norte de Minas

A nova sistemática de distribuição de água pela operação pipa 2014 pelo Exército Brasileiro, gerenciada pelo 55º Batalhão de Infantaria do Exercito, de Montes Claros, não está Agradando os prefeitos do Grande Norte de Minas. A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) tem recebido reclamações dos seus filiados de que membros do Exército já estão visitando seus municípios e informando que as prefeituras tem que comprar as cisternas para que os caminhões pipa abasteçam as comunidades.

Norte de Minas - 'Operação Pipa 2014' desagrada prefeitos do Norte de Minas
Norte de Minas – ‘Operação Pipa 2014’ desagrada prefeitos do Norte de Minas

Em recente reunião com os prefeitos da região, no dia 26/09, nas dependências do Exército, em Montes Claros, a diretoria da AMAMS, através do presidente e prefeito de Mirabela Carlúcio Mendes Leite, já havia demonstrando preocupação com a distribuição e na ocasião pediu que a sistemática não fosse implantada neste momento para que as famílias das comunidades norte-mineiras fossem primeiro preparadas para se adequarem com o novo modelo de distribuição de água.

O presidente Carlúcio Mendes disse que esse modelo de distribuição de água em cisternas a cada 500 metros de uma para outra é um retrocesso, pois a família para não ficar com sede terá que percorrer esta distância para buscar a água com lata na cabeça, se não tiver um meio de transporte – animal ou bicicleta.

Ainda de acordo com Carlúcio, as reclamações dos colegas prefeitos são diárias e alguns estão já anunciando que preferem alugar os carros pipa do que receber este atendimento por parte do Exército, pois acarretará em grandes transtornos junto à população, principalmente as famílias que residem nas zonas rurais.

“Precisamos parar de pensar pequeno com abastecimento de água através de carros pipa. Gasta-se tanto com cisternas e outros programas no combate à seca e tudo poderia ser simplificado com um sistema de rede de água e agosto nos municípios. Não podemos mais ficar alimentando a indústria da seca com programas paliativos. A nossa região tem uma área de 128.454,108 km² e uma população de 1.614.971 habitantes e por isso não podemos mais ser esquecidos pelos governos estadual e federal. A seca é uma realidade anual e crônica que sempre traz grandes prejuízos para produção agrícola da nossa região. Não dá mais para ficar de braços cruzados e esperar migalhas dos governos. Precisamos cobrar obras e programas estruturantes imediatos para atender a nossa gente”, assinalou o presidente da AMAMS.

De acordo com o Departamento de Defesa Civil da AMAMS, o Governo Federal em primeiro lugar, adotou critérios mais rígidos e extremamente técnicos para o reconhecimento dos Decretos de Emergências dos municípios. Com isto os prefeitos tiveram que comprovar perdas de 2,77% da receita liquida anual com prejuízos econômicos uma maneira de filtrar o número de municípios a serem atendidos.

Segundo, os estados e municípios aguardam desde de abril deste ano, como acontece normalmente em todo ano a destinação e liberação de recursos destinados ao atendimento emergencial pelos impactos da seca e estiagem prolongada.

Notadamente os efeitos maiores verificados neste ano cumulativos a três anos consecutivos de poucas chuvas, trouxeram prejuízos econômicos e sociais, que dificilmente os gestores municipais tiveram condições de contornar, inclusive pela queda vertiginosa do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, que com certeza em municípios pobres e semiáridos tem um reflexo muito maior.

Não bastasse tanta burocracia e dificuldade aos recursos, a Operação Pipa do estado veio ocorrer nos municípios somente agora no último trimestre do ano e com contratos de apenas três meses de duração.

Somando a tudo isto, agora também os prefeitos foram pegos de surpresa com a Operação Pipa do Exército vinculada ao Ministério da Integração Nacional, a entrega de água potável que feita porta a porta, passa a ser de forma comunitária e coletiva utilizando uma caixa de água localizada nas proximidades das comunidades e famílias beneficiadas. O fato vem sendo comunicado em cada município e foi discutido em reunião no Exército em Montes claros no dia.

DOCUMENTO

Para tentar reverter este sistemática, a AMAMS vai entregar um documento aos Ministério da Integração Nacional e Defesa cobrando a manutenção do atendimento em relação a distribuição de água pelos carros pipa como vinha ocorrendo no Norte de Minas.

OPERAÇÃO CARRO PIPA 2014

A operação distribui água potável por meio de carro-pipa para a população situada nas regiões afetadas pela seca ou estiagem, especialmente no Semiárido nordestino e norte de Minas Gerais. A ação é uma parceria do Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, com o Exército Brasileiro.

A execução do programa, incluindo contratação, seleção, fiscalização e pagamento dos pipeiros, é de responsabilidade do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro.

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