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MG – Casos de dengue e febre chikungunya devem crescer em Minas Gerais

A chegada do período chuvoso deve ampliar, a partir deste mês, os casos de dengue e de febre chikungunya em Minas Gerais, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). As doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, cujas larvas eclodem com mais facilidade nesta época do ano, por causa do acúmulo de água.

MG - Casos de dengue e febre chikungunya devem crescer em Minas Gerais
MG – Casos de dengue e febre chikungunya devem crescer em Minas Gerais

No Estado, dois casos da febre já foram confirmados e outros 33 são tratados como suspeitos – dez deles em Belo Horizonte. Segundo o médico Unaí Tupinambás, membro da diretoria da Sociedade Brasileira da Infectologia (SBI), será necessário cuidado redobrado no combate ao vetor.

“Mais do que nunca, devemos nos preocupar com a eliminação do mosquito. Dessa maneira, afastamos a dengue e a febre chikungunya de uma só vez”, disse o infectologista.

Alerta

No caso da dengue, a situação é ainda mais grave. Até quinta-feira, a SES havia confirmado 45.583 casos e 46 mortes em decorrência de complicações da doença. O município com mais registros de óbitos é Passos, no Sudoeste de Minas (8).

Um dos agravantes desse cenário é a transmissão simultânea de diferentes sorotipos no Estado, o que contribui para o aumento do número de infectados e para a ocorrência de casos na forma grave. Além disso, as ações de combate ao transmissor do vírus ainda encontram resistência da população. De acordo com levantamento da SES, mais de 80% dos focos de Aedes aegypti são encontrados dentro dos municípios. “Nosso dever de casa, agora, é combater os mosquitos”, disse Tupinambás.

Sintomas podem ser confundidos

A chegada da febre chikungunya ao Brasil preocupa especialistas, que esperam aumento significativo nos registros da doença nos próximos meses. Isso porque a população não possui resistência ao vírus, que ainda não havia circulado por aqui, e pela facilidade de reprodução do Aedes aegypti no período de chuva.

“Todas as pessoas estão susceptíveis a contrair a doença. Então, se não controlarmos o vetor, ele tenderá a se espalhar”, afirmou a infectologista Cristiane da Cruz Lamas, diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Segundo ela, é possível que os sintomas da febre e da dengue sejam confundidos em um primeiro momento. Em ambos os casos, os pacientes relatam febre, dor de cabeça, dor nas articulações e prostração. Nos diagnósticos de febre chikungunya, porém, a artralgia é mais intensa e, nos casos mais graves, pode ser crônica.

Feita a distinção entre as doenças, o tratamento segue caminhos diferentes. Aos pacientes com dengue é recomendado apenas o uso de paracetamol. “Para a febre chikungunya, prescrevemos anti-inflamatórios da família da aspirina, para aliviar as dores no corpo”, disse Cristiane.

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