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MG – Primeiros temporais causam estragos em Minas Gerais

Enquanto 168 municípios se encontram em situação de emergência em função da seca, principalmente no semiárido mineiro, outros começam a sofrer as consequências do início do período chuvoso. Quatro cidades registraram, na última semana, algum tipo de dano decorrente de fortes temporais.

MG - Primeiros temporais causam estragos em Minas Gerais
MG – Primeiros temporais causam estragos em Minas Gerais

Carangola, na Zona da Mata, oficializou a necessidade de apoio do Estado, após uma chuva de granizo e rajadas de vento danificarem casas, na terça-feira.
No mesmo dia, em Sabará, na região metropolitana, uma tempestade alagou ruas, arrastando carros. O telhado de uma escola e o muro de uma creche foram destruídos. Cinquenta famílias ficaram desabrigadas.

Outras duas cidades também tiveram algum inconveniente, mas em menor proporção: Santo Antônio do Monte, na região Centro-Oeste, e Maravilhas (Central).

Segundo prognóstico da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), a situação tende a piorar, com a intensificação das tempestades nos próximos três meses. “As chuvas devem aumentar em novembro e dezembro, com pico em janeiro. Em setembro e outubro, o que acontece são precipitações mais esparsas”, disse o superintendente técnico e operacional da Cedec, major Anderson de Oliveira.

Distorção

A meteorologia acredita que pancadas de chuva, concentradas em poucas horas, devem se manter nos próximos meses. “Infelizmente, nos últimos dez anos, tem-se intensificado esse tipo de ocorrência. São as situações mais complicadas, pois resultam em enchentes e em danos às cidades”, afirma Dayan Diniz de Carvalho, do Centro de Climatologia TempoClima PUC Minas.

Pode não parecer, mas, em outubro, muitas regiões do estado registraram chuva acima da média histórica para o período. O volume em Belo Horizonte, por exemplo, foi de 140 milímetros, 20 a mais que o esperado. A cidade passou por um longo período de estiagem, com predominância de temperaturas altas e baixa umidade do ar. Incêndios atingiram parques, contribuindo para a névoa de fuligem que encobriu a região.

Neste mês, são esperados 227,6 milímetros de chuva para a capital e, para dezembro, 319,4 milímetros. Nos próximos quatro dias, há previsão de chuva em quase todas as regiões de Minas: Central, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Sul, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Oeste. No Norte do estado, as chuvas devem cessar.

Em 40 minutos, 380 casas são destelhadas

Carangola ainda se recupera dos estragos causados pela chuva de granizo. Em 40 minutos, 380 casas tiveram o telhado danificado, afetando 700 pessoas. Algumas regiões chegaram a ficar sem água e energia.

“Nunca tivemos uma tempestade como essa. Em poucos minutos, a cidade ficou arrasada”, disse o diretor da Defesa Civil local, Grimalde Nogueira.

Uma força-tarefa foi montada em Carangola para ajudar os moradores a recuperar as construções danificadas. “Conseguimos algumas telhas de doação. Em outros locais, improvisamos com lona”, afirmou Nogueira.
 
A cidade foi a primeira a declarar situação de emergência por causa da chuva. A Defesa Civil Estadual encaminhou ao município 600 telhas, cem cestas básicas e 1.200 metros de lona.

Na casa da enfermeira Noberta de Souza, de 54 anos, pouca coisa foi salva. “Meu telhado foi arrancado pelo vento, parecia de papel. Todos meus eletrodomésticos foram destruídos”, contou.

Em Sabará, o ponto de maior problema foi o distrito de Roças Grandes. Vários moradores relataram danos em imóveis, inundados pela água do rio das Velhas, que transbordou. No município, 27 bairros são monitorados pela Defesa Civil. “Esse monitoramento ajuda a identificar os casos mais graves”, explica o coordenador, tenente Marcelo Queiroz.

Recursos disponíveis

Segundo o governo federal, há recursos disponíveis para obras voltadas à prevenção de desastres no período chuvoso, mas nem sempre as exigências para a liberação são cumpridas.

Belo Horizonte, por exemplo, tem garantidos, desde 2011, R$ 669,2 milhões, mas apenas R$ 11,9 milhões foram aplicados até o momento, o equivalente a 2%. A maior parte do recurso não pôde ser utilizada por falta de apresentação de requisitos como projetos e cronogramas.

Segundo o governo do Estado, R$ 793,2 milhões foram liberados pela União, em 2012, para obras de prevenção de deslizamentos, enxurradas e inundações.

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