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Montes Claros – Programa monitora qualidade da água consumida em Montes Claros

Executado pelo Setor de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, o programa Vigiágua tem como objetivo avaliar a qualidade da água consumida pela população de Montes Claros. Seu campo de atuação inclui todas e quaisquer formas de abastecimento de água para consumo humano, coletivas ou individuais, na área urbana ou rural, de gestão pública ou privada, incluindo as instalações intradomiciliares.

Montes Claros - Programa monitora qualidade da água consumida em Montes Claros
Montes Claros – Programa monitora qualidade da água consumida em Montes Claros

Atuando em parceria com a FUNASA e órgãos do município, a equipe do programa realiza inspeções em estabelecimentos, coleta amostras de água para avaliação da qualidade microbiológica e físico-química, e promove ações educativas com o intuito de orientar a população e demais responsáveis sobre a importância da qualidade da água, que deve obedecer normas e padrões de potabilidade estabelecidas pela legislação vigente.

De acordo com Tatiane Vilela Freitas Leal, bióloga da Vigilância em Saúde Ambiental, a qualidade da água usada no cotidiano é fundamental para promover a saúde, reduzir vulnerabilidades e evitar doenças. Ela conta que, em Montes Claros, um grande número de residências e estabelecimentos não utiliza água da COPASA, mas proveniente de poços artesianos, cisternas ou captada diretamente de rios e mananciais, sem que a mesma atenda às exigências da portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde, a qual estabelece que o controle da qualidade da água seja de responsabilidade de quem oferece o abastecimento coletivo ou de quem presta serviços de distribuição de água. Quando não recebe o tratamento adequado, esta água pode apresentar contaminações biológicas e químicas que causam doenças aos consumidores, como gastroenterites, dermatites, febre tifóide, hepatites A e B, intoxicações, esquistossomose (também conhecida como xistose), verminoses, entre outras. “As pessoas não têm noção do risco que correm ao consumir uma água sem tratamento”, alerta a bióloga.

Outra preocupação do projeto Vigiágua é com relação à limpeza e desinfecção de caixas e reservatórios de água. Durante as atividades, a equipe frequentemente observa a existência de caixas d´água abertas ou com frestas, e em alguns casos com a presença de animais de pequeno e médio porte mortos ou vivendo naqueles ambientes. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda  que a higienização das mesmas seja feita a cada 6 meses, e que as caixas de amianto, prejudiciais à saúde, sejam substituídas por material de polietileno.

A Vigilância Municipal em Saúde Ambiental estimula que a população, sempre que se sentir na dúvida quanto à qualidade da água consumida, de origem da COPASA ou não, denuncie a situação ao programa Vigiágua, pelo telefone 3229-3369 ou via e-mail: vig.ambientalmoc@yahoo.com.br.

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