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Vídeo – Mulheres não ejaculam, mas squirting pode não ser mito


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On 9 de novembro de 2014
Last modified:15 de dezembro de 2014

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Vídeo - Mulheres não ejaculam, mas squirting pode não ser mito

Incontinência urinária, ápice do prazer ou mito? Vulgarmente chamada de squirting (do inglês squirt, que significa esguichar), a ejaculação feminina é tema de discussão entre a classe médica e de desconhecimento por parte da população. Questionados se a vagina seria capaz de eliminar líquidos em forma de jato durante o orgasmo, alguns homens e mulheres entrevistados nas ruas do Grande Recife ficaram na dúvida. Enquanto uns decretaram que não, outros avaliaram que é provável, baseados, principalmente, no que é visto em filmes pornôs.

As ginecologistas especialistas em sexualidade Angelina Maia e Ivana Ramos concordam que a mulher não ejacula, pelo menos não em jato como é o caso dos homens. No entanto, as duas médicas divergem sobre a possibilidade de a mulher esguichar um líquido através da vagina no momento do orgasmo. Enquanto Ivana Ramos explica que para ser chamado de ejaculação é preciso que haja uma pressão para a liberação desse líquido, como acontece com o testículo, pelo pênis, para o meio externo. “Desta forma, não existe ejaculação feminina, o que existe é a liberação de secreções pela vagina. Só que há casos de mulheres com a lubrificação tão aumentada que parece uma ejaculação, mas não existe um esguicho, pois as glândulas femininas não são capazes de produzir essa pressão”, explica Ivana Ramos.

Vídeo - Mulheres não ejaculam, mas squirting pode não ser mitoApesar da explicações científicas, a médica Angelina Maia relata que pelo menos duas de suas pacientes já contaram ter passado pela experiência do squirting. “Elas se sentiram, inclusive, incomodadas com isso. A verdade é que há mulheres que ficam tão molhadas que quando têm o orgasmos e os músculos da vagina contraem tantas vezes e com tanta forrça que pode vir a espirrar aquela secreção. Não é comum, mas acontece. No entanto, eu concordo que isso não pode ser chamado de ejaculação, mas podemos dizer que é uma falsa ejaculação”, avalia Angelina.

Esse reflexo do corpo já foi citado, inclusive, na antiguidade, pela medicina grega, quando se acreditava que o líquido expelido era importante na fecundação. Citações médicas do século 18 também podem ter contribuído para essa “fantasia” de que a mulher ejacula em jato como os homens após o orgasmo. O squirting ganhou fama com atrizes pornô que simulam, com urina, essa “suposta ejaculação”, o que acabou ganhando o imaginário masculino. Entretanto, o líquido que pode vir a espirrar da vagina feminina após o orgasmo por causa do excesso de secreção não se trata de xixi. “Já foram feitas análises nesse material e já foi comprovado que não é urina”, conta a especialista Angelina Maia.

Cercado de mistérios, a verdade é que o orgasmo feminino não está relacionado à quantidade de secreção que a mulher expele antes, durante ou após a relação sexual. Ainda que segundo a ginecologista Ivana Ramos, as glândulas de Skene e Bartholin, que formam o sistema excretor da vagina feminina, podem liberar secreções apenas ao tocá-las, como por exemplo, durante um exame ginecológico, e não necessariamente durante o prazer da masturbação ou do coito.

Em meio ao debate sobre o esguicho de um líquido após o coito, a médica Ivana Ramos alerta para os casos em que as mulheres sofrem de incontinência urinária e acabam urinando durante, ou ao fim, do ato sexual. Essa imagem do jato de urina também pode ser confundido com o gozo, mas se trata de um problema de saúde que afeta, em geral, as pessoas com mais de 50 anos e pode ser corrigido com uma cirurgia simples, feita por via vaginal.

A falta de lubrificação também foi ressaltada como uma disfunção comum entre as mulheres na menopausa. Ivana Ramos destacou, porém, que a falta de secreção também pode ser causada por fungos e bactérias que fazem a vagina ficar mais seca e desidratada. Mulheres que estão amamentando ou que tiveram câncer de colo do útero também ficam com a vagina ressecada. “A falta de lubrificação é mais fácil de resolver do que o excesso, já que para diminuir o fluxo seria necessária a retirada das glândulas, como se faz no controle de excesso de suor, só que isso não é indicado e nunca ouvi falar de um caso em que a excitação aumentada tenha causado algum desconforto”, ressaltou.

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