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Argentina – Justiça autoriza busca e apreensão em empresa de Cristina Kirchner

O promotor Carlos Stornelli e o juiz Claudio Bonadio abriram uma causa para investigar se a empresa Hotesur, que tem a presidente Cristina Kirchner como uma de suas sócias, funciona de maneira irregular.

Deputada da oposição, Margarita Stolbizer, foi quem pediu para a Justiça investigar a evolução patrimonial de Cristina Kirchner
Deputada da oposição, Margarita Stolbizer, foi quem pediu para a Justiça investigar a evolução patrimonial de Cristina Kirchner

A Hotesur administra um hotel da família Kirchner, o Alto Calafate, que fica na cidade de El Calafate, em Santa Cruz, onde Néstor e Cristina começaram sua vida política. Na manhã desta quinta (20), o juiz emitiu um mandado de busca e apreensão na sede administrativa da Hotesur, que fica em Buenos Aires.

Segundo o programa televisivo “Periodismo para Todos”, do jornalista Jorge Lanata, apesar de o escritório ser apontado como sede administrativa, o lugar está vazio e há anos não há atividade.
As empresas argentinas precisam prestar informação a um órgão de inspeção do Ministério de Justiça. A Hotesur não informa a essa instância onde funciona e nem entregou seus últimos balanços.

Foi uma deputada da oposição, Margarita Stolbizer, que pediu para a Justiça investigar a evolução patrimonial de Cristina Kirchner, alegando que a Hotesur não forneceu dados de resultados.
Em entrevista ao canal de notícias TN, ela afirmou que “todos sabem que os cassinos e os hotéis são as operações mais fáceis para encobrir lavagem de dinheiro”.

Ela também afirma que o empresário Lázaro Báez, que está sendo investigado pela Justiça dos EUA, pagou por “milhares” de diárias nos hotéis dos Kirchner sem usar.

A receita federal divulgou uma nota na qual afirma que está entregando toda a informação requerida por Bonadio. No mesmo comunicado oficial, o órgão afirma que “geralmente esse tipo de informação é pedido pela Justiça por ofício, sendo extraordinário e pouco frequente que esse requerimento seja feito mediante uma ordem de apresentação, como aconteceu nesse caso”.

Folhapress

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