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Coluna – Com a reportagem nas veias

Era um jovem franzino, pele queimada pelo ardente sol de Montes Claros, de natureza tímida, fala baixa, disto me recordo bem, mas não tive o privilégio do convívio no dia a dia porque me mudei para Belo Horizonte logo que ele começava as incursões no O Jornal de Montes Claros.

Luiz Ribeiro
Luiz Ribeiro

Mas posso dizer da competência dele, que nasceu profissionalmente pelas mãos de Waldyr Senna Batista, responsável direta e indiretamente pela base jornalística de vários profissionais, em cujo rol me incluo como o menor entre todos – Robson Costa, Carlos Lindenberg, Robério Antunes, Waldemar Brandão, Flávio Pinto, Paulo Narciso, Felisberto Versiani, Avaí Miranda, Itamaury Teles, Paulo Braga, entre outros.

Naquela época, quem passava pela redação do O Jornal de Montes Claros, de Oswaldo Antunes estava apto a trabalhar em qualquer redação de grandes jornais da capital e do Brasil. Não foi à toa que a redação do JMC era conhecida na redação do jornal Estado de Minas como “escola de jornalismo”. Isto nos anos 70/80.

E como era praticado Jornalismo naquela casa velha da Rua Dr. Santos 103, numa época em que Montes Claros efervescente criava “os caminhos futuros”. Era praticado Jornalismo comprometido com o Jornalismo, que muito influenciou o desenvolvimento de Montes Claros.

Houve um período em que a redação do Estado de Minas tinha cinco jornalistas de Montes Claros, Fernando Zuba incluso, mas em redação contigua à do EM, no Diário da Tarde, jornal que desapareceu depois de 77 anos para que os Diários Associados criassem o Aqui, a fim de concorrer contra o Super, de O Tempo. Super que vinha comendo o mingau imperial pelas beiradas.

O jovem franzino, eu soube depois por intermédio do Waldyr Senna, era Luiz Ribeiro. Ele teceu elogios ao foca dizendo ver nele vocação para o Jornalismo. Essencialmente, o jovem demonstrava ser como os cães perdigueiros, com faro apurado para cavar notícias, o que é primordial em qualquer jornal, inda mais naquela época em que às vezes “os fatos se recusavam a acontecer”, como dizíamos.

E tinha faro mesmo, esse Luiz. Repórter de nascença. O tempo pôde provar isso. Só que ele não quis ou não pôde por alguma circunstância da vida fazer como os outros fizeram: ir para Belo Horizonte trabalhar diretamente na redação do Estado de Minas. Ele não foi, mas a redação do EM foi a ele, em Montes Claros, onde Luiz Ribeiro ingressou e lá está até hoje e cada vez mais provando a competência baseada numa postura de gente humana simples. Posso dizer humilde até.

É importante salientar, simplicidade é diferente de humildade. O pobre pode ser simples e não ser humilde. As pessoas às vezes confundem uma coisa com a outra. Nem toda gente simples é humilde. E não é fácil encontrar gente realmente humilde.  Humildade é a maior energia. Foi a Humildade de Deus que fez o Universo. Portanto, não se encontram humildes por aí a três por dois.

Particularmente temos soberbas notícias de pelo menos dois homens realmente humildes que pisaram o chão do planeta: o maior deles é Jesus Cristo, que nos legou o “Caminho, a Verdade e a Vida”. Quem segue espiritual e racionalmente a Jesus Cristo pode fazê-lo com toda segurança e confiança que não tem erro, como se diz. O outro homem, Marátma chamado – “A Grande Alma” – foi Gandhi, que, com a força da humildade livrou o seu povo do jugo inglês com a adoção da não-violência.

Luiz é um tipo humilde. Ele certamente vai dizer que não. Mas admitirá ser simples. No caso dele, é uma simples derivação do que ele é. Por esses dias, dirigindo-me a ele, dizia: “Você possui luz própria; as pessoas que têm luz própria estão fadadas a iluminar tudo que elas fazem”.

Noutra ocasião, conversando “in box” pelo Facebook, ele externou: “Acho que na passagem pela Terra, somente ganhamos importância se fazemos algo em prol de outros ou pelo nosso modo de agir ou de ser, transmitindo algo de importância para os outros”.

E é isto que ele faz no dia a dia da profissão, e como pessoa, com a maior competência, engrandecendo o Jornalismo ao ponto de ser premiado muitas vezes. Só prêmios Esso, quatro. Luiz é o exemplo vivo mais vivo que conheço de como vencer no Jornalismo e na vida pessoal com humildade. Competência. Perspicácia. Tino. Simples assim.

Por Alberto Sena

Alberto Sena
Alberto Sena
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