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Juro alto faz sonho da casa própria virar pesadelo

As pessoas interessadas em adquirir um imóvel financiado devem ficar atentas aos juros cobradas pelas instituições financeiras. As taxas podem variar de 8,5 a 12% ao ano entre os bancos públicos e privados, elevando em 25%, em média, o preço da casa ou do apartamento ao final do contrato. O alerta é do presidente da Comissão de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados (OAB) – Seção Minas Gerais, Kênio Pereira, que participou de encontro nessa quinta-feira (20) na sede da entidade para esclarecer as dúvidas de interessados.
Juro alto faz sonho da casa própria virar pesadelo
Juro alto faz sonho da casa própria virar pesadelo

“É preciso que o comprador avalie o valor das parcelas, os juros cobrados anualmente e o impacto que isso terá no orçamento dele, para que o sonho não se torne um pesadelo”, enfatizou.

A funcionária pública Adrielle de Souza, de 53 anos, sentiu na pele o peso dos juros no contrato. “Fiz um financiamento para pagar em 18 anos e não havia percebido que a taxa era de 11% ao ano”, conta. Segundo ela, quando estava próxima a quitação do imóvel de R$ 200 mil, se assustou com o impacto no orçamento. “Foi como se tivesse comprado o imóvel por R$ 280 mil”.
Para quem pretende adquirir o imóvel na planta, Kênio Pereira lembra que é necessário avaliar a idoneidade da construtora. “Verifique se a empresa entrega os imóveis dentro do prazo, se existem ações judiciais contra ela e se a construtora ressarce o cliente em caso de danos ou quebra de contrato”, explica.
Em relação ao aluguel de casas ou apartamentos, o presidente da Comissão da OAB Minas informa que o reajuste do valor cobrado deve ser feito após um ano de vigência do contrato, utilizando-se o Índice Geral de Preço-Mercado (IGP-M).
Kênio Pereira destacou, também, que os reparos feitos nos imóveis alugados são de responsabilidade do inquilino. Já as benfeitorias devem ser arcadas pelos proprietários.
Aluguel de imóveis
– Estabelecer as formas de reajuste do aluguel antes da assinatura do contrato
– Acordar em contrato sobre as benfeitorias antes de modificar ou realizar obras
– É permitida a cobrança de até três meses de aluguel adiantado como garantia de pagamento
– Antes da assinatura do contrato, mutuários e inquilinos devem consultar um advogado especialista em Direito Imobiliário
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