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Ultrarricos detêm 13% da riqueza mundial


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On 21 de novembro de 2014
Last modified:15 de dezembro de 2014

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Ultrarricos detêm 13% da riqueza mundial

Os cerca de 211.000 “ultrarricos” do mundo continuam a prosperar em 2014, apesar das tensões geopolíticas, e agora detêm 13% da riqueza mundial, de acordo com um relatório do banco suíço UBS e da agência de consultoria Wealth-X.

EUA é o lar do maior contingente de ultrarricos (74.865), seguido pela Europa (61.820) e Ásia (46.635).
EUA é o lar do maior contingente de ultrarricos (74.865), seguido pela Europa (61.820) e Ásia (46.635).

“Em 2014, o número de ultrarricos no mundo aumentou em 6%, e sua riqueza  em 7%, a cerca de 30 trilhões”, quase duas vezes o produto interno bruto americano, observa o estudo publicado nessa quinta-feira (20).

Estes indivíduos muito ricos, com patrimônio superior a 30 milhões de dólares, representam apenas “0,004%” da população adulta do mundo, mas detêm 13% da fortuna acumulada no globo, indicam o banco suíço e a Wealth-X.

De acordo com seu relatório, este clube exclusivo conseguiu, em 2014, expandir a sua “influência”, graças à saúde do mercado de ações e apesar dos “conflitos geopolíticos, das tensões sócio-econômicas e da volatilidade nos mercados financeiros”.

De acordo com o UBS e Wealth-X, esses 211.000 indivíduos são responsáveis por “19%” das compras totais de bens de luxo do mundo.

Os Estados Unidos é o lar do maior contingente de ultrarricos (74.865), seguido de perto pela Europa (61.820) e Ásia (46.635), explica o relatório.

No entanto, é no continente africano que o seu número mais aumentou em 2014, com um aumento de 8,3% (cerca de 3.000).

Globalmente, este clube é majoritariamente (87%) composto de homens, cuja média de idade é de 59 anos, e cuja fortuna é em grande parte proveniente de uma atividade profissional (68%), em oposição a uma herança, de acordo com o relatório.

Segundo Simon Smiles, do UBS, o maior risco que pesa sobre esses ultrarricos é uma “concentração” de suas fortunas em um número restrito de setores.

“A macro-economia, questões específicas tais como mudanças tecnológicas ou de concorrência, evoluções da regulação ou a geopolítica podem ter um impacto negativo sobre as perspectivas de setores prósperos no passado”, ressaltam no relatório.

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