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Coluna – O petrolão

É muita ousadia da presidente ao dizer que o seu governo nunca teve tolerância com a corrupção. Então, todos nós somos uns grandes imbecis ao não perceber a leniência governamental com a má gestão da Petrobras. Aliás, a presidente se especializou, desde os embates políticos pela reeleição, em fazer considerações levianas, que só o seu intelecto é capaz.

Assim, o petrolão não passa de invenção insana da oposição ou de 88 milhões de brasileiros que não lhe honram o voto. Mas, para contrariar a nossa mandatária, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, por delação premiada, estão desmascarando a candidez de Dilma Roussef, Lula e de demais envolvidos, os quais estão sentindo o desconforto da boa-vida nas dependências da Polícia Federal.

A coisa é tão grave, que é difícil a alguém acreditar que o governo federal não soubesse o que se passava na estatal. O golpe no clube do bilhão só escancara a realidade escamoteada e indica para onde o dinheiro da nação – que deveria estar sendo empregado em educação, saúde, segurança pública, saneamento básico etc. – escorre: para forrar o bolso de espertalhões e custear as campanhas políticas. Por exemplo, Youssef declarou que deu R$ 1 milhão para a campanha da senadora Gleisi Hoffmann.

Dilma se vangloria que o seu governo não esconde malfeitos. Mas ela não mandou apurar nada na Petrobras, onde a orgia com o dinheiro dos acionistas e dos contribuintes fazia a festa dos financiadores da campanha política do PT. Dilma foi atropelada pela imprensa investigativa, que descobriu as relações promíscuas do governo com a estatal, o que ensejou a intervenção da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal do Paraná, órgãos não subordinados à Presidência da República. O petrolão é muito mais grave que o mensalão petista.

Dilma cometeu crime de responsabilidade de que trata o Art. 85-V CF, pois sabia o que se passava na Petrobras e não tomou as medidas moralizadoras, como presidente da República. E a prova material de improbidade administrativa está na prevaricação no comando da nação ao não agir tempestivamente para abortar a dilapidação da Petrobras. Por muito menos, o Collor foi defenestrado da Presidência da República. Será que o Congresso está todo contaminado, inclusive a sua assessoria jurídica, de sectários petistas?

O juiz federal Sérgio Moro é como Joaquim Barbosa, não tem medo da corja petista. Assim, parabéns ao juiz que não é marionete do PT ou de qualquer outro partido. Bandidos têm que ser tratados como bandidos.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Júlio César Cardoso
Júlio César Cardoso
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